23/6/01 - 3:59
- Maria, torna-Te mais sensível em mim.
- Porquê? Não sentes a Minha presença?
- Tu sabes que tudo dentro de mim está frio… Tenho um enorme medo de ficar assim insensível… Parece que estou perdendo o interesse por tudo o que é do Céu, depois de ter perdido todo o interesse pelas coisas deste mundo…
- E não achas que pode ser da Vontade do Pai que assim permaneças por um tempo mais longo?
- Já vai no sétimo ano que dura este Deserto… E agora é deserto de tudo, até do Céu… Vós, os meus Amigos do Céu, tornastes-Vos distantes, como personagens de uma peça de teatro… Se isto dura muito mais tempo, onde irei parar? Como me manterei unido a Vós?
- Tu sabes: falando sempre Connosco do que estás sentindo em cada momento, tal como estás fazendo agora, precisamente.
- E não vou secar também as pessoas dizendo-lhes continuamente que não tenho nada no coração?
- As pessoas gostam que fales delas.
- Como? Dizendo que não sinto nada, estou falando delas?
- Não é este mundo em que elas vivem todo apenas um imenso Deserto? Onde está, aqui, o Amor?
- E em que posso ser útil às pessoas se continuamente lhes falar da secura em que elas vivem?
- Estás falando delas. Estás revelando-as a si mesmas.
- Mas eu venho falando desta secura há tantos anos…
- São, mesmo assim, muito poucos anos, se comparados com os anos de secura em que elas têm vivido.
- A maior parte das pessoas não sabe.
- Mas sente.
- Eu estou levando as pessoas a saberem o que sentem?
- Sim. Estás sendo o seu próximo mais próximo. Estás revelando-as a si mesmas. Elas precisam de quem esteja com elas iluminando o lugar onde se encontram.
- Mas assim, ficando elas a saber da secura que sentiam, não lhes estou só tornando a vida ainda mais dura?
- Provavelmente, sim.
- E então?
- Então é muito natural que queiram sair do Deserto em que se encontravam sem disso se terem apercebido.
- Aperceber-se do Deserto é muito importante para as pessoas, não é?
- É.
- Diz o que ias dizer! Diz porquê!
- Gosto mais que sejas tu a dizê-lo: palavras é contigo.
- Vou tentar: quando alguém se apercebe da Devastação em que se encontra, é porque já o seu coração está vivo. Só pode ver o Deserto quem tiver visto Deus.
- Já entendes então agora o motivo da tua actual insensibilidade?
- Não ainda certamente em toda a sua vastidão; sei apenas que este meu sofrimento actual se pode tornar inesperadamente fecundo.
- Diz porquê.
- Porque está chegando à raiz da Apostasia; se eu o aceitar, ele pode tornar-se fogo destruindo o próprio Pecado Original!
São 5:53!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
412 — Bati com o carro contra um muro porquê?
- 8:46:57
Acabo de bater com o carro contra um muro, à saída da minha casa. O prejuízo não é grande: partiram-se um farol e o pára-choques. Mas é mais um problema, a juntar aos que se acumulam,
nestes dias. Sucede isto muitas vezes julgo que às pessoas todas: parece que se acumulam num mesmo período todos os problemas possíveis, como se fosse uma vaga de desgraça que se levantou.
Os sábios terão para isto as suas explicações. Mas em mim foi-se formando progressivamente uma explicação própria, ao longo das aulas do meu Mestre; nada nos acontece por obra de forças abstractas, cegas e avulsas, que por aí andem perdidas e que se juntem de tempos a tempos mercê de um irracional, cego acaso; Deus tem-nos a todos na palma da Sua Mão enorme e firme e aí vê o percurso de cada um de nós. Tem vigiados todos os nossos passos, todos os nossos gestos. Mas não os força nunca: se eles deliberadamente se desviarem d’Ele por caminhos alheios ao Seu Desejo, Ele não tem outra alternativa senão deixá-los ir, porque está eternamente preso à Sua Decisão de nos ter criado livres. Mas ao desviarem-se de Deus, os nossos movimentos não ficam descomandados, mas permanecem sujeitos a vontades personalizadas que enchem todo o espaço invisível aos nossos olhos.
Não há, pois, em todo o Universo, um átomo sequer que seja…de ninguém: todo o ser, por mais insignificante que seja, toda a energia, leve como a brisa da manhã, ou pesada como uma galáxia, se move segundo uma qualquer vontade responsabilizável. Move-se o tijolo para o alto da obra porque o trolha e eu queremos. E moveu-se a minha mão para uma mudança errada hoje de manhã, porque alguém assim quis. Se, obviamente, não fui eu que o quis, quem terá sido? Deus também não foi, certamente, porque não é concebível que o Pai do Céu queira o sofrimento do Seu filho; sabemos, no entanto, que Ele não impede o mal justamente por ele ser promovido por uma qualquer vontade individual, personalizada, responsabilizável.
Restam-nos assim, como explicação, todas as vontades maléficas que povoam o espaço inacessível aos nossos olhos carnais. Aos olhos, mas não à nossa sensibilidade original. O que acontece é que esta sensibilidade se encontra maleficamente distorcida por vontades apostadas em destruir a Ordem original. Por isso não identificamos facilmente estes seres malfazejos que nos enxameiam a vida. Os videntes falam muitas vezes justamente em enxame, em multidão, enfim, eles revelam-nos uma realidade insuspeitada, a que chamam geralmente demónios, na linha, aliás, do seu Mestre comum, que falou em “legiões” de demónios. Não importa que estes demónios tenham sido criados anjos, ou tenham sido criados homens. Não importa que sejam vontades já desaparecidas da nossa vista física, ou ainda incarnadas num corpo visível: elas são sempre vontades rebeldes frente ao seu Criador. E podem juntar-se numa vaga destruidora, que só não nos esmaga, porque a Ternura de Deus acaba sempre por nos proteger.
Acabo de bater com o carro contra um muro, à saída da minha casa. O prejuízo não é grande: partiram-se um farol e o pára-choques. Mas é mais um problema, a juntar aos que se acumulam,
nestes dias. Sucede isto muitas vezes julgo que às pessoas todas: parece que se acumulam num mesmo período todos os problemas possíveis, como se fosse uma vaga de desgraça que se levantou.
Os sábios terão para isto as suas explicações. Mas em mim foi-se formando progressivamente uma explicação própria, ao longo das aulas do meu Mestre; nada nos acontece por obra de forças abstractas, cegas e avulsas, que por aí andem perdidas e que se juntem de tempos a tempos mercê de um irracional, cego acaso; Deus tem-nos a todos na palma da Sua Mão enorme e firme e aí vê o percurso de cada um de nós. Tem vigiados todos os nossos passos, todos os nossos gestos. Mas não os força nunca: se eles deliberadamente se desviarem d’Ele por caminhos alheios ao Seu Desejo, Ele não tem outra alternativa senão deixá-los ir, porque está eternamente preso à Sua Decisão de nos ter criado livres. Mas ao desviarem-se de Deus, os nossos movimentos não ficam descomandados, mas permanecem sujeitos a vontades personalizadas que enchem todo o espaço invisível aos nossos olhos.
Não há, pois, em todo o Universo, um átomo sequer que seja…de ninguém: todo o ser, por mais insignificante que seja, toda a energia, leve como a brisa da manhã, ou pesada como uma galáxia, se move segundo uma qualquer vontade responsabilizável. Move-se o tijolo para o alto da obra porque o trolha e eu queremos. E moveu-se a minha mão para uma mudança errada hoje de manhã, porque alguém assim quis. Se, obviamente, não fui eu que o quis, quem terá sido? Deus também não foi, certamente, porque não é concebível que o Pai do Céu queira o sofrimento do Seu filho; sabemos, no entanto, que Ele não impede o mal justamente por ele ser promovido por uma qualquer vontade individual, personalizada, responsabilizável.
Restam-nos assim, como explicação, todas as vontades maléficas que povoam o espaço inacessível aos nossos olhos carnais. Aos olhos, mas não à nossa sensibilidade original. O que acontece é que esta sensibilidade se encontra maleficamente distorcida por vontades apostadas em destruir a Ordem original. Por isso não identificamos facilmente estes seres malfazejos que nos enxameiam a vida. Os videntes falam muitas vezes justamente em enxame, em multidão, enfim, eles revelam-nos uma realidade insuspeitada, a que chamam geralmente demónios, na linha, aliás, do seu Mestre comum, que falou em “legiões” de demónios. Não importa que estes demónios tenham sido criados anjos, ou tenham sido criados homens. Não importa que sejam vontades já desaparecidas da nossa vista física, ou ainda incarnadas num corpo visível: elas são sempre vontades rebeldes frente ao seu Criador. E podem juntar-se numa vaga destruidora, que só não nos esmaga, porque a Ternura de Deus acaba sempre por nos proteger.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
411 — A lista dos animais puros e impuros
22/6/01 - 4:48
“Deuteronómio catorze, cinco” - é esta a indicação que recebo, depois de ter tentado de várias formas o diálogo. E enterneço-me agora com a fragilidade dos meios que o Céu escolheu para contactar comigo. Também aqui tudo é “pequeno e incapaz”. Nada de invulgar tem o meu caminho, a não ser justamente este milagre de encontrar e conviver com Deus na vulgaridade de uma vida. É o milagre da Fé, tanto mais assombroso quanto maior é a frieza e a aridez em que me movo e que, como é sabido, têm vindo a acentuar-se cada vez mais.
São, no entanto, enormes e incontornáveis os tesouros que por esta via vão ficando assinalados ao longo do caminho que vou desbravando, prontos a abrirem-se à fome e à sede das multidões. Sei, pois, que é um novo tesouro o que vou encontrar em
Dt 14, 5:
“o veado, o cabrito, o gamo, o bode montês, o antílope e o búfalo”.
E julgo ter sido conduzido ao mais adequado texto para ilustrar o que acabo de escrever: não posso ver aqui outra coisa que não seja uma Presença de Deus não só nas coisas vulgares, mas na própria condição concreta em que vive o Seu Povo, por mais rude e cega que seja. Trata-se de um pequeno excerto da grande lista de animais puros e impuros, uma prescrição tão condicionada pelos usos do tempo e da região, que Jesus a ultrapassou sem nenhuma reserva, espantando os Seus contemporâneos, a começar pelos próprios Apóstolos. Deus deixou-Se nitidamente condicionar pela situação concreta do Povo que escolheu para ser a Luz das nações!
- Maria, minha Irmã deste Desterro, diz-me se vi e mostrei com clareza o que Jesus desejou ao trazer-me aquele texto tão estranho.
- Sim. E mais outra coisa te quis mostrar o nosso Príncipe.
- O que foi?
- Que te ama muito.
- Como assim? Em que manifestou Ele agora de maneira especial o Seu Amor?
- Não O sentiste descer à tua condição neste momento?
- A minha condição neste momento é quase de insensibilidade pura.
- Diz o que se está passando neste diálogo.
- Eu estou escrevendo todas as perguntas sem fazer a mínima ideia das respostas.
- Estás então caminhando completamente às cegas…
- Sim, correndo o risco de me não aparecer no espírito resposta nenhuma.
- É essa uma situação vulgar entre as pessoas?
- Vulgaríssima: as pessoas raramente fazem perguntas ao Céu e muito menos ouvem perguntas vindas do Céu.
- E como foi que tu ouviste as Minhas perguntas?
- Apareceram-me assim no espírito e acreditei.
- Chegou até aí a tua Fé?
- Chegou…
- E não viste ainda porque te ama ternamente o nosso Príncipe?
“Deuteronómio catorze, cinco” - é esta a indicação que recebo, depois de ter tentado de várias formas o diálogo. E enterneço-me agora com a fragilidade dos meios que o Céu escolheu para contactar comigo. Também aqui tudo é “pequeno e incapaz”. Nada de invulgar tem o meu caminho, a não ser justamente este milagre de encontrar e conviver com Deus na vulgaridade de uma vida. É o milagre da Fé, tanto mais assombroso quanto maior é a frieza e a aridez em que me movo e que, como é sabido, têm vindo a acentuar-se cada vez mais.
São, no entanto, enormes e incontornáveis os tesouros que por esta via vão ficando assinalados ao longo do caminho que vou desbravando, prontos a abrirem-se à fome e à sede das multidões. Sei, pois, que é um novo tesouro o que vou encontrar em
Dt 14, 5:
“o veado, o cabrito, o gamo, o bode montês, o antílope e o búfalo”.
E julgo ter sido conduzido ao mais adequado texto para ilustrar o que acabo de escrever: não posso ver aqui outra coisa que não seja uma Presença de Deus não só nas coisas vulgares, mas na própria condição concreta em que vive o Seu Povo, por mais rude e cega que seja. Trata-se de um pequeno excerto da grande lista de animais puros e impuros, uma prescrição tão condicionada pelos usos do tempo e da região, que Jesus a ultrapassou sem nenhuma reserva, espantando os Seus contemporâneos, a começar pelos próprios Apóstolos. Deus deixou-Se nitidamente condicionar pela situação concreta do Povo que escolheu para ser a Luz das nações!
- Maria, minha Irmã deste Desterro, diz-me se vi e mostrei com clareza o que Jesus desejou ao trazer-me aquele texto tão estranho.
- Sim. E mais outra coisa te quis mostrar o nosso Príncipe.
- O que foi?
- Que te ama muito.
- Como assim? Em que manifestou Ele agora de maneira especial o Seu Amor?
- Não O sentiste descer à tua condição neste momento?
- A minha condição neste momento é quase de insensibilidade pura.
- Diz o que se está passando neste diálogo.
- Eu estou escrevendo todas as perguntas sem fazer a mínima ideia das respostas.
- Estás então caminhando completamente às cegas…
- Sim, correndo o risco de me não aparecer no espírito resposta nenhuma.
- É essa uma situação vulgar entre as pessoas?
- Vulgaríssima: as pessoas raramente fazem perguntas ao Céu e muito menos ouvem perguntas vindas do Céu.
- E como foi que tu ouviste as Minhas perguntas?
- Apareceram-me assim no espírito e acreditei.
- Chegou até aí a tua Fé?
- Chegou…
- E não viste ainda porque te ama ternamente o nosso Príncipe?
domingo, 8 de maio de 2011
410 — Para que não mais procuremos Deus na lonjura das estrelas
- 8:41:09
Para além dos mudos Sinais do Caminho do Céu, mais este agora, bem vivo e claro, transmitido pela minha companheira Vassula, em 13/1/95 e que a folha da vigília ficou marcando: “Nada do que fazes, ainda a parecer pequeno e incapaz, é feito em vão. O rasto que deixas atrás de ti ficará gravado e, a partir dele, se impõe a Minha Obra”.
Assim confirma Jesus o que ficou escrito esta noite no diálogo com Maria: eu estou escrevendo o Evangelho dos gestos “pequenos e incapazes” de Jesus, na Sua vida de anónimo profissional da Cidade. Agora, atrás de mim, deverá ficar gravado o Seu rasto. E é deveras significativo que o próprio Jesus proclame ser justamente a partir dele, deste Seu simples rasto, que se irá impor a Sua Obra. Não é, pois, através das palavras consideradas pelos eruditos substanciosas que se manifestará nesta Profecia a Obra do Senhor, mas precisamente naquilo que mais a tem caracterizado e distinguido de todas as outras Mensagens do Céu: pelo relato minucioso do que de mais vulgar tem a vida, de tudo aquilo que costumamos considerar “pequeno e incapaz”.
Ora é justamente por estar aqui a Mensagem do Céu vestida da incapacidade e pequenez da nossa vulgar existência, que as pessoas até agora a não têm reconhecido, como não reconheceram Deus no cidadão anónimo de Nazaré, carpinteiro de profissão, filho do carpinteiro José e da simples mãe de família e dona de casa Maria.
E é talvez considerando esta anónima mulher de Nazaré, Sua Mãe, que Jesus garante à Vassula: “Não desprezes nunca as tuas tarefas domésticas, que são igualmente encantadoras para Mim” (ibidem). De facto, nada da vida de Maria se realça, no Evangelho, a não ser os pequenos e leves gestos próprios de uma mãe vulgar: vemo-La cumprir todos os rituais exigidos pela lei relacionados com o nascimento de Jesus; vemo-La aflita à procura do Filho quando deu pela Sua falta no regresso de Jesrusalém; vemo-La nas bodas de Caná apenas provocar silenciosamente o início da vida pública de Jesus; vemo-La no meio da multidão, talvez feliz bebendo as palavras do Filho, talvez apreensiva ou perplexa com tudo o que acontecia à volta de Jesus; vemo-La, como qualquer mãe, chorando junto do Seu Filho torturado, a Quem não pôde valer. E de resto só se diz que Ela estava no Cenáculo quando o Espírito irrompeu para fazer incarnar a Igreja no seio do mundo como Presença de um Reino que se haveria de revelar todo de um outro Mundo.
E nada mais se diz da Rainha do Céu. Quem A poderia reconhecer como Mãe de Deus em tão vulgares gestos? Ora é justamente o Evangelho desta silenciosa Incarnação de Deus que agora está sendo escrito, para que não mais procuremos Deus na lonjura das estrelas, mas na nossa intimidade, vestido, como nós, de tudo quanto é “pequeno e incapaz”.
Para além dos mudos Sinais do Caminho do Céu, mais este agora, bem vivo e claro, transmitido pela minha companheira Vassula, em 13/1/95 e que a folha da vigília ficou marcando: “Nada do que fazes, ainda a parecer pequeno e incapaz, é feito em vão. O rasto que deixas atrás de ti ficará gravado e, a partir dele, se impõe a Minha Obra”.
Assim confirma Jesus o que ficou escrito esta noite no diálogo com Maria: eu estou escrevendo o Evangelho dos gestos “pequenos e incapazes” de Jesus, na Sua vida de anónimo profissional da Cidade. Agora, atrás de mim, deverá ficar gravado o Seu rasto. E é deveras significativo que o próprio Jesus proclame ser justamente a partir dele, deste Seu simples rasto, que se irá impor a Sua Obra. Não é, pois, através das palavras consideradas pelos eruditos substanciosas que se manifestará nesta Profecia a Obra do Senhor, mas precisamente naquilo que mais a tem caracterizado e distinguido de todas as outras Mensagens do Céu: pelo relato minucioso do que de mais vulgar tem a vida, de tudo aquilo que costumamos considerar “pequeno e incapaz”.
Ora é justamente por estar aqui a Mensagem do Céu vestida da incapacidade e pequenez da nossa vulgar existência, que as pessoas até agora a não têm reconhecido, como não reconheceram Deus no cidadão anónimo de Nazaré, carpinteiro de profissão, filho do carpinteiro José e da simples mãe de família e dona de casa Maria.
E é talvez considerando esta anónima mulher de Nazaré, Sua Mãe, que Jesus garante à Vassula: “Não desprezes nunca as tuas tarefas domésticas, que são igualmente encantadoras para Mim” (ibidem). De facto, nada da vida de Maria se realça, no Evangelho, a não ser os pequenos e leves gestos próprios de uma mãe vulgar: vemo-La cumprir todos os rituais exigidos pela lei relacionados com o nascimento de Jesus; vemo-La aflita à procura do Filho quando deu pela Sua falta no regresso de Jesrusalém; vemo-La nas bodas de Caná apenas provocar silenciosamente o início da vida pública de Jesus; vemo-La no meio da multidão, talvez feliz bebendo as palavras do Filho, talvez apreensiva ou perplexa com tudo o que acontecia à volta de Jesus; vemo-La, como qualquer mãe, chorando junto do Seu Filho torturado, a Quem não pôde valer. E de resto só se diz que Ela estava no Cenáculo quando o Espírito irrompeu para fazer incarnar a Igreja no seio do mundo como Presença de um Reino que se haveria de revelar todo de um outro Mundo.
E nada mais se diz da Rainha do Céu. Quem A poderia reconhecer como Mãe de Deus em tão vulgares gestos? Ora é justamente o Evangelho desta silenciosa Incarnação de Deus que agora está sendo escrito, para que não mais procuremos Deus na lonjura das estrelas, mas na nossa intimidade, vestido, como nós, de tudo quanto é “pequeno e incapaz”.
sábado, 7 de maio de 2011
409 — Deus veio fazer connosco a própria obra que O ofende
21/6/01 - 2:51
Tem sido incansável o Céu, nas suas manifestações de carinho durante estes dias em que ando absorvido pelas coisas da Cidade: sempre, de forma silenciosa ainda, os meus mudos algarismos me alertam para uma forte Presença dos meus Amigos do Céu. E isto está-se tornando para mim uma enternecedora surpresa: a sensação de terra devastada que ultimamente vinha sentindo, em vez de se acentuar, como seria lógico, atenuou-se, e o tempo que passava a escrever e a ler - as minhas formas mais frequentes de oração - foi substituído por certeiros e oportunos Sinais de que, de facto, todo o Céu está vigiando e abençoando o pesadíssimo trabalho que sou forçado a executar.
- Maria, podes falar comigo agora? Gostaria que me falasses deste meu momento presente…
- Meu doce pequenino, quanto gosto de ti!
- Como? Alguma coisa de especial em mim agora Te encantou?
- Quando o peso de Babilónia se abate sobre os Meus filhos e os vejo de bracitos levantados para Jesus, para o Pai, para Mim, não imaginas como fico feliz! Sois tão pequeninos e frágeis aos Meus olhos, especialmente nesses momentos…
- Olha: e tens gostado do que escrevo nas vigílias?
- Porquê? Consideras desinteressante o que tens escrito?
- Tu sabes que agora eu estou considerando desinteressante tudo quanto escrevi. Mas neste caso, para além disso, pareço estar a dar uma exagerada importância a uma coisa reconhecidamente chata para toda a gente.
- Olha: sabes para que te pede Jesus que escrevas em cada momento sempre e só o que estás sentindo?
- Porque Ele quer dizer a toda a gente que está no nosso mais leve gesto?
- É verdade: tu és o Nosso querido Profeta da Incarnação de Deus.
- Sim, já me tinhas dito que eu estou escrevendo agora sobretudo o Evangelho dos trinta anos da vida anónima de Jesus e também da Tua…
- Sim, é muito importante que o mundo veja Jesus assumindo todos os seus gestos.
- E gostaste especialmente agora que eu O tivesse mostrado como carpinteiro, por exemplo?
- Sim, que todos os profissionais da Cidade saibam que o seu Deus passou a maior parte da Sua vida na terra participando na obra humana que Lhe está destruindo a Sua.
- Ah, como Tu sabes mostrar as coisas do Céu! É agora tão simples e eu não o tinha visto: Deus veio fazer connosco a própria obra que O está continuamente ofendendo!
- Entendes agora o sentido de tantas páginas que escreves? E o sentido deste tão longo tempo de Deserto em que vives?
- Ah, Companheira querida, que preço está pagando Deus pelas nossas vidas!
São 4:36!?
Tem sido incansável o Céu, nas suas manifestações de carinho durante estes dias em que ando absorvido pelas coisas da Cidade: sempre, de forma silenciosa ainda, os meus mudos algarismos me alertam para uma forte Presença dos meus Amigos do Céu. E isto está-se tornando para mim uma enternecedora surpresa: a sensação de terra devastada que ultimamente vinha sentindo, em vez de se acentuar, como seria lógico, atenuou-se, e o tempo que passava a escrever e a ler - as minhas formas mais frequentes de oração - foi substituído por certeiros e oportunos Sinais de que, de facto, todo o Céu está vigiando e abençoando o pesadíssimo trabalho que sou forçado a executar.
- Maria, podes falar comigo agora? Gostaria que me falasses deste meu momento presente…
- Meu doce pequenino, quanto gosto de ti!
- Como? Alguma coisa de especial em mim agora Te encantou?
- Quando o peso de Babilónia se abate sobre os Meus filhos e os vejo de bracitos levantados para Jesus, para o Pai, para Mim, não imaginas como fico feliz! Sois tão pequeninos e frágeis aos Meus olhos, especialmente nesses momentos…
- Olha: e tens gostado do que escrevo nas vigílias?
- Porquê? Consideras desinteressante o que tens escrito?
- Tu sabes que agora eu estou considerando desinteressante tudo quanto escrevi. Mas neste caso, para além disso, pareço estar a dar uma exagerada importância a uma coisa reconhecidamente chata para toda a gente.
- Olha: sabes para que te pede Jesus que escrevas em cada momento sempre e só o que estás sentindo?
- Porque Ele quer dizer a toda a gente que está no nosso mais leve gesto?
- É verdade: tu és o Nosso querido Profeta da Incarnação de Deus.
- Sim, já me tinhas dito que eu estou escrevendo agora sobretudo o Evangelho dos trinta anos da vida anónima de Jesus e também da Tua…
- Sim, é muito importante que o mundo veja Jesus assumindo todos os seus gestos.
- E gostaste especialmente agora que eu O tivesse mostrado como carpinteiro, por exemplo?
- Sim, que todos os profissionais da Cidade saibam que o seu Deus passou a maior parte da Sua vida na terra participando na obra humana que Lhe está destruindo a Sua.
- Ah, como Tu sabes mostrar as coisas do Céu! É agora tão simples e eu não o tinha visto: Deus veio fazer connosco a própria obra que O está continuamente ofendendo!
- Entendes agora o sentido de tantas páginas que escreves? E o sentido deste tão longo tempo de Deserto em que vives?
- Ah, Companheira querida, que preço está pagando Deus pelas nossas vidas!
São 4:36!?
Subscrever:
Mensagens (Atom)