- 19:51:01
Resisto em escrever. Julgo que por ter a impressão de que nada de novo sairá da minha Alma: não faço outra coisa senão trabalhar na restauração da minha casa material todo o dia e este trabalho não me oferece conteúdo nenhum que pareça digno de registo como palavra de Deus, a não ser a vontade de me libertar dele. Ultimamente só nas vigílias escrevo, sempre de coração frio…
Depois os anos sucedem-se, sem que as palavras dos Profetas tenham o cumprimento espectacular que apontam e asseveram em Nome de Deus… Só o mundo continua somando êxitos que parece irem suplantando sempre as angústias que provoca. Hoje, por exemplo, festejou com grande regozijo a entrada em circulação de uma nova moeda que, segundo dizem, irá contribuir para fazer da Europa um potentado económico determinante no domínio da Cidade, esta velha Europa que já conseguiu um regime político de matriz comum, com órgãos institucionais únicos e contribuiu já decisivamente para o edifício civilizacional que está à beira de destronar Deus do coração dos homens.
- Maria, que faremos aqui tão pequeninos e sozinhos neste Deserto sempre alargando-se, monstruoso, sobre o último resto de Vida?
- Podemos, por exemplo, continuar sofrendo com esta misteriosa alegria as feridas nas mãos e a dor de todo o corpo na tentativa de conservar nesta Ruína um abrigo menos cruel enquanto aqui vivemos. Podemos, por exemplo, continuar a gravar nesta folha, no frio da noite e sob o peso do sono, a inexorável Palavra de Yahveh, o Único que nunca falha!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
280 — O Poder da Verdade
1/1/02 - 6:25
- Maria, vem conduzir-me para a Verdade que a minha Alma tem pronta para nos revelar.
- A Mim também?
- De repente foi assim que senti dever escrever!
- Acabas então de dizer duas coisas que ainda há bem pouco tempo não te atreverias a dizer…
- É verdade! Digo “nós”, com se fôssemos autênticos companheiros e digo que também Tu podes receber da minha Alma a Luz, Tu, a Rainha vestida de Sol!
- Tu disseste “a Verdade”…
- É que de repente vi que Luz e Verdade são o mesmo Deus. Ele é EU SOU é portanto a própria Verdade de tudo quanto existe e a Verdade é o próprio brilho das coisas. A Verdade, simplesmente porque está, mostra-se. A Verdade não pode deixar de ser Luz.
- Acabas de escrever então mais duas coisas surpreendentes: que vamos os dois à procura de Deus na tua Alma e que, sendo Deus a Verdade necessariamente escancarada no seu Brilho impossível de suster, pode, no entanto, estar escondido, uma vez que falas em procurá-Lo!…
- É que, conforme a exacta mensagem dos meus Sinais ao acordar, Satanás conseguiu que obstruíssemos a nossa própria Alma.
- E era assim importante para ele que a nossa Alma fosse obstruída?
- Era vital: era necessário cortar a ligação com Deus, para levar por diante o seu projecto de O substituir em todo o Universo, com a colaboração do homem.
- Então sempre pode a Verdade ser bloqueada, sempre pode a Luz ser obstruída!
- Não sei…
- Qual é a tua dúvida? O Pecado não coloca anjos e homens nas “trevas exteriores”? Não existe um mundo em que a Verdade não penetra?
- Esse mundo só existe porque existe a Verdade. Satanás é o pai da Mentira e o seu mundo existe justamente como tentativa incessante de negação da Verdade. Até no mundo da Mentira está presente a Verdade, pela permanente tensão que nele provoca. É nisto que consiste o sofrimento do Inferno.
- Tu já o sentiste um pouco…
- Um pouco, apenas, porque o meu ser não tinha capacidade para mais. Mas pelo sofrimento que senti pude adivinhar o horror da vida nas Trevas.
- E sentiste ser a Verdade que provocava essa dor?
- Sim, o Inferno senti-o sobretudo como Ausência. Ausência do próprio Ser e portanto da Verdade com a sua Luz que a tudo dá sentido e harmonia.
- Não havia nenhum sentido no que viveste?
- Nenhum! Existir morto é o completo absurdo.
- E harmonia?
- Impossível! Esse próprio estado de viver morto é uma contradição tal, que nos projecta no puro estado contrário à Paz, impossível de descrever.
- Somos assim chegados onde começámos, não reparaste?
- Sim, nós caminhámos juntos e fui eu, com a experiência que Jesus me deu a viver, que acabei por Te guiar no Mistério da Mentira, enquanto Tu me foste mostrando o Poder da Verdade.
- E onde chega o Poder que viste?
- É total. Ele chega aos mais fundos recantos do Inferno. É da sua rejeição que nasce todo o sofrimento.
São 9:31!?
- Maria, vem conduzir-me para a Verdade que a minha Alma tem pronta para nos revelar.
- A Mim também?
- De repente foi assim que senti dever escrever!
- Acabas então de dizer duas coisas que ainda há bem pouco tempo não te atreverias a dizer…
- É verdade! Digo “nós”, com se fôssemos autênticos companheiros e digo que também Tu podes receber da minha Alma a Luz, Tu, a Rainha vestida de Sol!
- Tu disseste “a Verdade”…
- É que de repente vi que Luz e Verdade são o mesmo Deus. Ele é EU SOU é portanto a própria Verdade de tudo quanto existe e a Verdade é o próprio brilho das coisas. A Verdade, simplesmente porque está, mostra-se. A Verdade não pode deixar de ser Luz.
- Acabas de escrever então mais duas coisas surpreendentes: que vamos os dois à procura de Deus na tua Alma e que, sendo Deus a Verdade necessariamente escancarada no seu Brilho impossível de suster, pode, no entanto, estar escondido, uma vez que falas em procurá-Lo!…
- É que, conforme a exacta mensagem dos meus Sinais ao acordar, Satanás conseguiu que obstruíssemos a nossa própria Alma.
- E era assim importante para ele que a nossa Alma fosse obstruída?
- Era vital: era necessário cortar a ligação com Deus, para levar por diante o seu projecto de O substituir em todo o Universo, com a colaboração do homem.
- Então sempre pode a Verdade ser bloqueada, sempre pode a Luz ser obstruída!
- Não sei…
- Qual é a tua dúvida? O Pecado não coloca anjos e homens nas “trevas exteriores”? Não existe um mundo em que a Verdade não penetra?
- Esse mundo só existe porque existe a Verdade. Satanás é o pai da Mentira e o seu mundo existe justamente como tentativa incessante de negação da Verdade. Até no mundo da Mentira está presente a Verdade, pela permanente tensão que nele provoca. É nisto que consiste o sofrimento do Inferno.
- Tu já o sentiste um pouco…
- Um pouco, apenas, porque o meu ser não tinha capacidade para mais. Mas pelo sofrimento que senti pude adivinhar o horror da vida nas Trevas.
- E sentiste ser a Verdade que provocava essa dor?
- Sim, o Inferno senti-o sobretudo como Ausência. Ausência do próprio Ser e portanto da Verdade com a sua Luz que a tudo dá sentido e harmonia.
- Não havia nenhum sentido no que viveste?
- Nenhum! Existir morto é o completo absurdo.
- E harmonia?
- Impossível! Esse próprio estado de viver morto é uma contradição tal, que nos projecta no puro estado contrário à Paz, impossível de descrever.
- Somos assim chegados onde começámos, não reparaste?
- Sim, nós caminhámos juntos e fui eu, com a experiência que Jesus me deu a viver, que acabei por Te guiar no Mistério da Mentira, enquanto Tu me foste mostrando o Poder da Verdade.
- E onde chega o Poder que viste?
- É total. Ele chega aos mais fundos recantos do Inferno. É da sua rejeição que nasce todo o sofrimento.
São 9:31!?
sábado, 25 de dezembro de 2010
279 — Sucata
31/12/01 - 5:13
Em vários momentos da minha vida aconteceu uma mudança brusca de rumo, em que um muro parece ter desabado à minha frente e aberto um horizonte inesperado e muito vasto, que eu passei a percorrer, excitado pela novidade, até que, activadas todas as possibilidades desse território, um novo se abre de repente diante do meu coração inconformado com um qualquer horizonte, incapaz de se manter dentro de um qualquer limite.
Verifico agora que tais mudanças de rumo não significam desvios do caminho que desde sempre a bússola da minha Alma apontou, mas momentos fortes de surpresa do próprio Caminho, que nada despreza de cada passo que dá, de cada extensão que se espraia pelas suas margens. Era preciso passar por tudo isto, mesmo que aparentemente o rumo siga em direcção contrária ao objectivo que persigo. E uma coisa Jesus assim me ensinou: cada um deve viver o seu troço de mundo, aquele justamente que o seu carisma comporta, antes de entrar na Luz eterna - ou nas perpétuas Trevas.
Sim, tanto os que se salvam como os que se condenam, terão que atravessar este mundo, por que todos somos solidariamente responsáveis pela sua existência. É como se entre nós e o Céu tivéssemos interposto esta interminável extensão de sucata. E uns agarram-se a ela como território seu, esgotando em refazer esta paisagem todas as potencialidades do seu carisma; outros caminham pelo meio destes trastes mortos, reconhecendo-os como obra sua, cheia do seu suor e das suas lágrimas, interrogando-se como poderão limpar agora a paisagem de tanto lixo, com um misto de ternura por tanto suor e tanta lágrima vertida no tempo da sua ignorância, de impotência perante o montão de lixo que parece inamovível e de ânsia de que tudo volte aqui a ser como era, se possível mais belo ainda.
Foi assim que eu percorri territórios vários e inesperados, abertos de improviso diante dos meus pés, sempre bem assentes neste mundo, sentindo-lhe toda a aspereza, enquanto o coração se enchia de saudades do caminho fofo de verdura, de que a minha Alma conservava a memória. Até que de repente olhei o chão e vi a nossa obra comum transformada mesmo em sucata esmagando a verdura fofa em toda a extensão do meu horizonte - o passado e o futuro. Reconheci que foi bom ter passado por onde passei e é bom permanecer aqui, para comunicar a todos quantos puder esta minha visão, até que ela apareça como a Verdade acerca do nosso sofrimento. Espero deste modo juntar uma multidão que comigo sinta ternura pelo suor e pelas lágrimas da nossa ignorância e ao mesmo tempo dissolva a nossa impotência colectiva num entusiasmo louco de limpar o Planeta Azul.
É aqui que eu estou, agora. Tarda-me o tempo em que os corações se abram a esta minha Visão e a esta minha tão sofrida Esperança. Sei que vejo a Verdade e dói-me que as pessoas a não queiram receber. E nesta tensão espero que de novo um muro desabe diante de mim, abrindo-me um horizonte, agora infinito e virgem, invadido em avalanche por essa incontável multidão. Sei que esta Visão se concretizará, mesmo que só depois de eu partir deste mundo.
São 7:49!
Em vários momentos da minha vida aconteceu uma mudança brusca de rumo, em que um muro parece ter desabado à minha frente e aberto um horizonte inesperado e muito vasto, que eu passei a percorrer, excitado pela novidade, até que, activadas todas as possibilidades desse território, um novo se abre de repente diante do meu coração inconformado com um qualquer horizonte, incapaz de se manter dentro de um qualquer limite.
Verifico agora que tais mudanças de rumo não significam desvios do caminho que desde sempre a bússola da minha Alma apontou, mas momentos fortes de surpresa do próprio Caminho, que nada despreza de cada passo que dá, de cada extensão que se espraia pelas suas margens. Era preciso passar por tudo isto, mesmo que aparentemente o rumo siga em direcção contrária ao objectivo que persigo. E uma coisa Jesus assim me ensinou: cada um deve viver o seu troço de mundo, aquele justamente que o seu carisma comporta, antes de entrar na Luz eterna - ou nas perpétuas Trevas.
Sim, tanto os que se salvam como os que se condenam, terão que atravessar este mundo, por que todos somos solidariamente responsáveis pela sua existência. É como se entre nós e o Céu tivéssemos interposto esta interminável extensão de sucata. E uns agarram-se a ela como território seu, esgotando em refazer esta paisagem todas as potencialidades do seu carisma; outros caminham pelo meio destes trastes mortos, reconhecendo-os como obra sua, cheia do seu suor e das suas lágrimas, interrogando-se como poderão limpar agora a paisagem de tanto lixo, com um misto de ternura por tanto suor e tanta lágrima vertida no tempo da sua ignorância, de impotência perante o montão de lixo que parece inamovível e de ânsia de que tudo volte aqui a ser como era, se possível mais belo ainda.
Foi assim que eu percorri territórios vários e inesperados, abertos de improviso diante dos meus pés, sempre bem assentes neste mundo, sentindo-lhe toda a aspereza, enquanto o coração se enchia de saudades do caminho fofo de verdura, de que a minha Alma conservava a memória. Até que de repente olhei o chão e vi a nossa obra comum transformada mesmo em sucata esmagando a verdura fofa em toda a extensão do meu horizonte - o passado e o futuro. Reconheci que foi bom ter passado por onde passei e é bom permanecer aqui, para comunicar a todos quantos puder esta minha visão, até que ela apareça como a Verdade acerca do nosso sofrimento. Espero deste modo juntar uma multidão que comigo sinta ternura pelo suor e pelas lágrimas da nossa ignorância e ao mesmo tempo dissolva a nossa impotência colectiva num entusiasmo louco de limpar o Planeta Azul.
É aqui que eu estou, agora. Tarda-me o tempo em que os corações se abram a esta minha Visão e a esta minha tão sofrida Esperança. Sei que vejo a Verdade e dói-me que as pessoas a não queiram receber. E nesta tensão espero que de novo um muro desabe diante de mim, abrindo-me um horizonte, agora infinito e virgem, invadido em avalanche por essa incontável multidão. Sei que esta Visão se concretizará, mesmo que só depois de eu partir deste mundo.
São 7:49!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
278 — A Dor, no Oitavo Dia
30/12/01 - 6:09
Fala-me muito alto esta imagem, na sua luminosa claridade. Ela diz que o Nono Dia será o Dia do Espírito, que tirará à Besta o domínio da Terra. E é insistente hoje esta mensagem pedindo-me, na imagem 4:29, que me não conseguiu fazer levantar, que proclame o Nono Dia e nele creia como o Dia de todos os Impossíveis, conforme li depois na imagem 6:19!
- Maria, sinto-Te tão frágil, em mim… Vem ser o ardor destas palavras, que eu creio estarem destinadas a incendiar o mundo.
- Que quer dizer frágil?
- Quer só dizer que a Tua presença não tem força para derreter o gelo deste Deserto polar. Preciso de fazer tanto esforço para Te ouvir falar dentro de mim…
- Que tipo de esforço?
- É preciso estar sempre a chamar a atenção para este Silêncio em que nos costumamos encontrar e é preciso voltar sempre de novo a apelar à minha Fé para teres alguma consistência neste nosso Santuário interior…
- Não é ainda o Nono Dia, Salomão…
- Nem o Oitavo, sequer!
- Ai o Oitavo é! Não é ele também o Dia da Dor?
- É bem certo: o Oitavo Dia começou por uma ferida insuportável no Coração de Deus. E essa chaga não só não deixou de sangrar, como se afundou, cruelmente, sem parar, até hoje, sobretudo depois que os homens Lhe mataram o Filho e, mesmo depois de ressuscitado, O voltaram a enterrar.
- Mas o Oitavo Dia, conforme tu proclamas, é o primeiro da Nova Criação! Diz-Me: pode haver alguma dor, alguma imperfeição sequer, na Nova Criação?
- Não! Como não houve na primeira nenhuma imperfeição. Só anjos e homens introduziram no Universo a imperfeição.
- Então, começando com a dor e a imperfeição e tendo-se elas sempre acentuado até hoje, como pode o Oitavo Dia tornar-se um Dia perfeito?
- É que ele será também o Dia da mais impressionante manifestação do Amor de Deus!
- Será - futuro?
- Na verdade, ele já o é; sempre o foi. Mas muito pouquinhos assim o sentiram. E só no silêncio dos corações ele se revelou. Eu estava contemplando a manifestação deste Amor. Esta, a grande Epifania, a grande Revelação do Amor, não aconteceu ainda!
- E quando acontecerá?
- Agora, no Regresso de Jesus!
- E eliminará do Oitavo Dia toda a dor?
- Não. A dor continuará até à Consumação dos Séculos quando, no Juízo Final, todas as decisões definitivas do Livre Arbítrio estiverem tomadas. Mas desde agora a perfeição do Oitavo Dia se revelará na própria Dor, pelo triunfo da Incarnação, tornada Sacrifício Perpétuo, testemunhando a loucura do Amor de Deus!
- Olha: não era do Nono Dia que todos os Sinais te falavam?
- Era.
- E foi dele que estivemos falando?
- Foi. Estivemos falando do seu alicerce e da sua fonte: no Nono Dia todas as fronteiras do possível serão desfeitas, justamente pela força que se irá desprender do Oitavo Dia, o da invencível Misericórdia de Deus!
- Mas então o Nono Dia vem ainda muito longe!?
- Está mais próximo do que julgamos. Porque o Oitavo Dia já triunfou; só falta manifestar-se o seu triunfo!
São 8:12!?
Fala-me muito alto esta imagem, na sua luminosa claridade. Ela diz que o Nono Dia será o Dia do Espírito, que tirará à Besta o domínio da Terra. E é insistente hoje esta mensagem pedindo-me, na imagem 4:29, que me não conseguiu fazer levantar, que proclame o Nono Dia e nele creia como o Dia de todos os Impossíveis, conforme li depois na imagem 6:19!
- Maria, sinto-Te tão frágil, em mim… Vem ser o ardor destas palavras, que eu creio estarem destinadas a incendiar o mundo.
- Que quer dizer frágil?
- Quer só dizer que a Tua presença não tem força para derreter o gelo deste Deserto polar. Preciso de fazer tanto esforço para Te ouvir falar dentro de mim…
- Que tipo de esforço?
- É preciso estar sempre a chamar a atenção para este Silêncio em que nos costumamos encontrar e é preciso voltar sempre de novo a apelar à minha Fé para teres alguma consistência neste nosso Santuário interior…
- Não é ainda o Nono Dia, Salomão…
- Nem o Oitavo, sequer!
- Ai o Oitavo é! Não é ele também o Dia da Dor?
- É bem certo: o Oitavo Dia começou por uma ferida insuportável no Coração de Deus. E essa chaga não só não deixou de sangrar, como se afundou, cruelmente, sem parar, até hoje, sobretudo depois que os homens Lhe mataram o Filho e, mesmo depois de ressuscitado, O voltaram a enterrar.
- Mas o Oitavo Dia, conforme tu proclamas, é o primeiro da Nova Criação! Diz-Me: pode haver alguma dor, alguma imperfeição sequer, na Nova Criação?
- Não! Como não houve na primeira nenhuma imperfeição. Só anjos e homens introduziram no Universo a imperfeição.
- Então, começando com a dor e a imperfeição e tendo-se elas sempre acentuado até hoje, como pode o Oitavo Dia tornar-se um Dia perfeito?
- É que ele será também o Dia da mais impressionante manifestação do Amor de Deus!
- Será - futuro?
- Na verdade, ele já o é; sempre o foi. Mas muito pouquinhos assim o sentiram. E só no silêncio dos corações ele se revelou. Eu estava contemplando a manifestação deste Amor. Esta, a grande Epifania, a grande Revelação do Amor, não aconteceu ainda!
- E quando acontecerá?
- Agora, no Regresso de Jesus!
- E eliminará do Oitavo Dia toda a dor?
- Não. A dor continuará até à Consumação dos Séculos quando, no Juízo Final, todas as decisões definitivas do Livre Arbítrio estiverem tomadas. Mas desde agora a perfeição do Oitavo Dia se revelará na própria Dor, pelo triunfo da Incarnação, tornada Sacrifício Perpétuo, testemunhando a loucura do Amor de Deus!
- Olha: não era do Nono Dia que todos os Sinais te falavam?
- Era.
- E foi dele que estivemos falando?
- Foi. Estivemos falando do seu alicerce e da sua fonte: no Nono Dia todas as fronteiras do possível serão desfeitas, justamente pela força que se irá desprender do Oitavo Dia, o da invencível Misericórdia de Deus!
- Mas então o Nono Dia vem ainda muito longe!?
- Está mais próximo do que julgamos. Porque o Oitavo Dia já triunfou; só falta manifestar-se o seu triunfo!
São 8:12!?
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
277 — Não fomos feitos para esta Jaula
29/12/01 - 4:09
Eu creio no impossível Nono Dia! Eu creio cada vez mais no Impossível. Os limites do possível são aqueles que nós edificámos e a nossa Obra é tragicamente ridícula. Nós fomos feitos para um espaço que nada tem a ver com esta jaula em que nos metemos. Por isso cada vez mais as minhas aspirações extravasam para fora deste recinto asfixiante, em busca da minha verdadeira Pátria. Vejo cada vez com maior clareza que ela se situa toda em território virgem, coisa de que há muito tempo perdemos a memória e que por isso se situa para além das nossas possibilidades.
Mas agora é aí nesse território selado que eu coloco todas as minhas expectativas e invisto todas as minhas forças. É como se este mundo fosse uma casa prestes a desmoronar-se e de onde, portanto, eu tenho que sair antes que me caia em cima. Só quero, com a minha descoberta deste outro mundo, contagiar todas as pessoas, para que ninguém pereça na derrocada.
- Maria, fica sempre em mim, para que a Tua Fé dê consistência à minha e a torne invencível…
- Querias dizer também luminosa…
- Sim, gostava muito de que a minha Fé fosse uma Luz que mostrasse aos corações o que vejo…
- E o que vês já não é impossível, para ti?
- Não! Está tão perto, mesmo ao alcance da mão!…
- Mas, conforme escreves, está vedado às pessoas: para elas continua sendo o território do impossível… Como lho poderás abrir?
- Julgo que só mesmo com a minha Fé: está escrito que ela remove montanhas.
- Mas esta parece enorme… As pessoas sempre tiveram a sua verdadeira Pátria ao alcance da mão, não tiveram?
- Tiveram.
- E vê como fizeram dela o território do Impossível!
- Mas agora, minha querida Rainha…agora Jesus vai regressar… É um tempo bendito, como ainda nunca os homens viveram.
- E o que é necessário para que as pessoas possam sair da sua jaula?
- É necessário que se entreguem à condução do Espírito.
- Mas o Espírito, onde O têm elas, para que O sigam?
- Tão próximo O têm! Está dentro delas!
- É então necessário que as pessoas deixem de ouvir todas as vozes que as rodeiam!?
- É. É só necessário que elas agora entrem no Silêncio da sua Alma.
- E crês tu em que elas farão agora o que nunca fizeram?
- Creio. E vês esta emoção dentro de mim? Elas estão desacreditando de todas as vozes a que até agora se entregaram.
- Não é isso que parece… Não as vês construindo desalmadamente…
- E destruindo desalmadamente! Ah, minha tão sensível Companheira, não vês como se está clareando agora, perante os nossos corações indefesos, o fracasso da nossa Obra?
- E sabes quem está preparando meticulosamente esse fracasso?
- Sei. É Satanás. Meticulosamente ele está levando este mundo ao auge da sua glória.
- E é esse o momento do fracasso?
- Sempre assim foi: chegada ao auge, a glória do mundo esgota-se e revela o vazio das suas entranhas.
São 6:10!
Eu creio no impossível Nono Dia! Eu creio cada vez mais no Impossível. Os limites do possível são aqueles que nós edificámos e a nossa Obra é tragicamente ridícula. Nós fomos feitos para um espaço que nada tem a ver com esta jaula em que nos metemos. Por isso cada vez mais as minhas aspirações extravasam para fora deste recinto asfixiante, em busca da minha verdadeira Pátria. Vejo cada vez com maior clareza que ela se situa toda em território virgem, coisa de que há muito tempo perdemos a memória e que por isso se situa para além das nossas possibilidades.
Mas agora é aí nesse território selado que eu coloco todas as minhas expectativas e invisto todas as minhas forças. É como se este mundo fosse uma casa prestes a desmoronar-se e de onde, portanto, eu tenho que sair antes que me caia em cima. Só quero, com a minha descoberta deste outro mundo, contagiar todas as pessoas, para que ninguém pereça na derrocada.
- Maria, fica sempre em mim, para que a Tua Fé dê consistência à minha e a torne invencível…
- Querias dizer também luminosa…
- Sim, gostava muito de que a minha Fé fosse uma Luz que mostrasse aos corações o que vejo…
- E o que vês já não é impossível, para ti?
- Não! Está tão perto, mesmo ao alcance da mão!…
- Mas, conforme escreves, está vedado às pessoas: para elas continua sendo o território do impossível… Como lho poderás abrir?
- Julgo que só mesmo com a minha Fé: está escrito que ela remove montanhas.
- Mas esta parece enorme… As pessoas sempre tiveram a sua verdadeira Pátria ao alcance da mão, não tiveram?
- Tiveram.
- E vê como fizeram dela o território do Impossível!
- Mas agora, minha querida Rainha…agora Jesus vai regressar… É um tempo bendito, como ainda nunca os homens viveram.
- E o que é necessário para que as pessoas possam sair da sua jaula?
- É necessário que se entreguem à condução do Espírito.
- Mas o Espírito, onde O têm elas, para que O sigam?
- Tão próximo O têm! Está dentro delas!
- É então necessário que as pessoas deixem de ouvir todas as vozes que as rodeiam!?
- É. É só necessário que elas agora entrem no Silêncio da sua Alma.
- E crês tu em que elas farão agora o que nunca fizeram?
- Creio. E vês esta emoção dentro de mim? Elas estão desacreditando de todas as vozes a que até agora se entregaram.
- Não é isso que parece… Não as vês construindo desalmadamente…
- E destruindo desalmadamente! Ah, minha tão sensível Companheira, não vês como se está clareando agora, perante os nossos corações indefesos, o fracasso da nossa Obra?
- E sabes quem está preparando meticulosamente esse fracasso?
- Sei. É Satanás. Meticulosamente ele está levando este mundo ao auge da sua glória.
- E é esse o momento do fracasso?
- Sempre assim foi: chegada ao auge, a glória do mundo esgota-se e revela o vazio das suas entranhas.
São 6:10!
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