quinta-feira, 14 de julho de 2011
473 — Só Te desejarei a Ti, sem nenhum rival
– 19:09
Quando cheguei à confeitaria olhei o relógio. Eram 18:11. E são agora 19:11. A Luz! A Luz inacessível (9) brilhando na nossa carne (8)! É forte, muito forte hoje a Mensagem da Luz! Veja-se: eu tinha metido esta marca no livro da Vassula, ao calha, para ir à procura de qualquer coisa nos papéis. Quando peguei no livro, a marca estava colocada exactamente na Consagração ao Sagrado Coração de Jesus (26/1/92). Rezei-a, mais uma vez. Lá se diz: “Procurarei apenas o Teu Sagrado Coração e só Te desejarei a Ti (…). Faz que nenhum rival permaneça dentro de mim”. Mas eu tinha lido o dia 3/2/93 e não pude deixar de reparar nisto: “Poderás interrogar-te a ti próprio: ‘Mas porquê eu? Porquê tudo isto me aconteceu justamente a mim?’. E Eu explico-te: é por causa da tua grande miséria e da tua espantosa fraqueza”. E, no dia 18/2/93, isto: “Eu mesmo te envolverei no Meu Coração absorvendo-te na Minha Luz” – sublinhado meu. E mais à frente: “Quem, pela Minha Causa, seguirá fielmente a Luz, invocando-Me dia e noite?”. Aliás toda a Mensagem deste dia 18 é um assombro de clareza e de força!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
472 — O Ciúme de Deus
– 14:54
Para dizer o quê? Que ao Senhor o tempo não se regateia: todo o tempo é d’Ele; é ridículo regatear uma “mercadoria” com o próprio dono da mercadoria. À vinda aqui para a bouça rezei repetidas vezes: Jesus, afasta de mim todos os Teus rivais! O tempo de que nos apropriamos e usamos a nosso bel-prazer torna-se um rival do Senhor. Há um tempo para tudo, mas quem o distribui é o seu Dono, o único que sabe também qual a dose certa de tempo para cada situação. Repare-se neste pequenino excerto do diálogo entre o Senhor e a Vassula:
“– Não te chamei apenas para assuntos de administração – diz Jesus.
– Mas então quem faz o trabalho de casa? – reponta Vassula.
– Tu não reconheceste o teu pecado! – adverte Jesus.”
O ciúme de Deus vai até este ponto! Nenhum trabalho de casa deve impedir-nos de estar com Ele. Marta assume-se como dona do tempo na melhor das intenções, mas é censurada pelo Mestre. É Maria que escolhe a melhor parte, a única necessária. Jesus é muito claro: “Sem Mim, tu não és nada”! De nada nos servirá o tempo que preenchemos com a execução dos nossos planos. Tirânico este Jesus! – dirá o senso e a lógica. Não, não é; está apenas dizendo a Verdade. Não a dizer é que seria tiranizar, porque seria pactuar com a tirania: só a Verdade liberta.
Que vai ser de nós então? – pergunta o senso comum, de olhar alarmado. E Jesus responderia: porque vos preocupais, homens de pouca fé!? Ele dar-nos-á o tempo suficiente para executarmos o trabalho de casa e então o tempo não será Seu rival, porque se transformará em Dádiva Sua! Por isso Jesus remata: “Faz também o teu trabalho, o melhor que puderes, mas está atento em não desprezares a melhor parte”.
– Agora deixa-me ir dormir um pouco, Jesus.
– Eu te abençoo, meu sábio!
terça-feira, 12 de julho de 2011
471 — O Deserto concebeu já, no Silêncio
– 10:11!
A Luz! O Espírito que está em mim e que é só Luz! Ao aproximar-me aqui da confeitaria, não sei a que propósito, vinha-me lembrando da acusação que me fazem, de “iluminado” e da resposta que costumo dar-lhes: Sim, sou iluminado e o meu desejo é ser cada vez mais iluminado! Iluminado até ser pura luz da Luz! Na Carta aos Colossenses que me foi dada está dito que nos devemos “apresentar perfeitos em Cristo”. É possível ser perfeito! Jesus exprimiu a Sua total confiança em nós ao pedir-nos: “sede perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito”! Ser perfeito é ser inteiramente iluminado pela Luz que é Deus, é mais: é virar luz pela acção da Luz! Nós somos filhos, caramba! Será que nunca mais nos convencemos disto, nunca mais entendemos o Amor de Deus, nunca mais sentimos necessidade de O chamar Abba-Paizinho?
A Luz! O Espírito que está em mim e que é só Luz! Ao aproximar-me aqui da confeitaria, não sei a que propósito, vinha-me lembrando da acusação que me fazem, de “iluminado” e da resposta que costumo dar-lhes: Sim, sou iluminado e o meu desejo é ser cada vez mais iluminado! Iluminado até ser pura luz da Luz! Na Carta aos Colossenses que me foi dada está dito que nos devemos “apresentar perfeitos em Cristo”. É possível ser perfeito! Jesus exprimiu a Sua total confiança em nós ao pedir-nos: “sede perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito”! Ser perfeito é ser inteiramente iluminado pela Luz que é Deus, é mais: é virar luz pela acção da Luz! Nós somos filhos, caramba! Será que nunca mais nos convencemos disto, nunca mais entendemos o Amor de Deus, nunca mais sentimos necessidade de O chamar Abba-Paizinho?
Não sei porque me chamou o Mestre a atenção para a Luz. Mas está neste momento insinuando-me que também ao nível da Igreja o que agora Ele deseja é a perfeição. Novamente Ele virá como Luz que tudo irá iluminar deixando a descoberto os corações: todos os recantos escondidos serão iluminados, toda a podridão será revelada e então levantar-se-á, luminoso, um Resto. Este Resto chamar-se-á Maria e estará sempre aos pés de Jesus ouvindo-O, sôfrego. O seu Pão será Jesus e esquecer-se-á da comida material. Desta comerá só o necessário para o corpo, como quem caminha e tem pressa. Quando o Senhor o libertar do corpo, será só luz, filha da Luz! Voltará a ter, no Dia da Ressurreição da Carne, o seu corpo. Mas mesmo este será um corpo espiritual, feito de luz. Terá entretanto este Resto crescido muito, ter-se-á tornado um Povo tão numeroso como as estrelas do céu, como as areias da praia. Isto foi prometido a Abraão, foi-me confirmado ontem e Deus nunca falha!
É a hora da Fé. O Sacramento deixará de vender-se. O Mistério se abrirá de graça e jorrará como Água Viva, superabundante. A Treva fugirá de medo e espanto. E ninguém se atreverá a apresentar ao Senhor a folha de serviço: há-de rasgá-la de lágrimas nos olhos e aprenderá a agradecer.
O Deserto concebeu já, no Silêncio; a sua esterilidade terminou. “Dentro de um ano, nesta mesma época”, Sara, a estéril, “terá já um filho”. Por isso “me alegro nos sofrimentos” que a gravidez me trouxer e assim “completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo pelo Seu Corpo, que é a Igreja”.
São 11:16. Atenção a Satanás!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
470 — Conversa com o meu primo padre
24/7/95 – 3:13
Andei ontem toda a tarde e até próximo da meia-noite mostrando os arredores do Porto ao meu jovem primo Padre A., que eu não conhecia. E refiro este facto, porque a minha conversa com ele foi elucidativa, certamente até providencial para mim e para ele. Para ele, porque ficou a conhecer a Vassula e pareceu aceitar globalmente o fenómeno profético que ela representa, embora ao nível da mera curiosidade; para mim, porque vi a Igreja através da visão de um jovem padre de trinta anos! E tudo o que vi me surpreendeu: positivamente, porque o vi possuído de uma religiosidade que a minha geração abandonara como beata e bafienta, por exemplo o Terço; negativamente, pelo clerical-administrativo modelo de Igreja que ele naturalmente assume sem a mínima reserva, quando a minha geração o havia posto globalmente em causa. Estranhei sobremaneira o facto de ele não ter ainda dissociado a administração dos sacramentos de um estipêndio monetário. E quando lhe digo que isso equivale a vender os sacramentos, ele apresenta-me os estafados argumentos da sua necessidade para sustentação material do pároco exigida por justiça aos paroquianos e da sua conveniência para inculcar a renúncia e partilha dos bens materiais.
Que reviravolta é preciso operar na Igreja de Jesus! E o meu jovem primo sacerdote não tem a mínima consciência disso: ele diz que tudo vai bem assim! Com trinta anos andava eu no auge da contestação ao anti-testemunho que globalmente a Igreja dava de Jesus. Uma contestação adolescente, é certo, mas sincera e no fundo saudável. Parece que tudo voltou ao mesmo, num estranho processo de acomodamento.
– Ah, Jesus, como eu queria ajudar-Te a purificar a Tua Igreja! Ela precisa mesmo de ser toda renovada de alto a baixo! Já não há remendo que se lhe ponha, pois não, Jesus? Diz-me, mais uma vez, que me deixas ajudar-Te. Eu não me importo de ficar ferido no embate contra todas as resistências, eu não me importo de ser o bombo da festa, Mestre! Que a erupção do Teu Espírito abale terra e céu! E que a Tua Vinda seja uma Festa! Olha: bem hajas pela Mensagem de ontem: eu não devo sequer ter atingido todo o seu alcance, mas atinges Tu e isso me basta! Só não sei porque é que foste escolher um tartamudo, um incapaz como eu. Que escolhes o que é vil e desprezível, eu sei. Mas assim tanto? Sei que és A Surpresa, mas no meu caso a surpresa atinge o território da impossibilidade. Eu não tenho o mínimo perfil para ser na Tua Igreja mais do que um anónimo apaixonado Teu. Não vês que eu sou de constituição física sumida e frágil, sou de humores irregulares, sou de inteligência lenta, sou casado e divorciado? Eu sei que Tu podes tudo, meu querido Jesus, e aqui Te confesso a minha inabalável Fé na Tua Omnipotência. Mas vê Tu: como queres que alguém acredite nas promessas que continuamente me estás fazendo? Isto parece o terceiro grande momento da História da Salvação: o primeiro foi o início da Revelação na pessoa de Abraão, o segundo foi a Tua Vinda na carne e o terceiro é agora: a Tua Vinda em Espírito! Fala-me, Jesus! Diz-me se estou a escrever asneiras. Às vezes com o entusiasmo não sei o que digo.
– Mas Eu sei sempre o que digo!
Sinto que esta é uma afirmação importante de Jesus e para que fique bem realçada eu devo parar aqui o diálogo. Só queria saber onde está o meu Pão de hoje.
– Episódios…
Foi esta a resposta que me veio ao espírito com enorme nitidez. Parei. Quis ouvir de novo, julgando ter-se tratado de má audição. Mas de novo se me impôs a mesma palavra, agora seguida de outras:
“Episódios três, quatro e cinco de ontem”! Assim tal e qual. Fiquei perplexo. Que episódios serão estes? Fui reler. Ora bem… episódios são pequenos acontecimentos… Concentrado o dia de ontem em acontecimentos, acabou por me dar a seguinte sequência: o sonho e respectivo comentário; o facto de eu ter acordado tarde e não poder por isso participar na celebração dos toxicodependentes, com a respectiva conclusão que eu tirei; terceiro: a indicação das leituras da Missa e o facto de ter sido eu a ler as duas primeiras, situação que Jesus me está agora aproximando da sinagoga de Nazaré em que também Ele próprio leu e disse: “Cumpriu-se hoje esta palavra…”, quarto: o episódio na bouça à volta do grande eucalipto e sua mensagem; quinto: o passeio com o meu primo sacerdote e a visão da Igreja que aí me foi transmitida.
Nunca me tinha acontecido outra tal! Creio mesmo que é isto o que o Mestre quer hoje de mim: que medite o dia de ontem e ligue os três episódios que me apontou à luz das três Leituras da Missa. De facto, há ali um substancioso Pão que não foi ainda todo comido e digerido.
São 5:32.
domingo, 10 de julho de 2011
469 — Serás pai de um grande povo
– 12:26
Gen. 18, 1-10a
Col. 1, 24-28
Lc. 10, 38-42
Eu dizia comigo: Mas isto é inacreditável! E apressei-me a registar o facto.
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