26/6/01 - 5:30
“Apocalipse um, cinco” - ouve, de forma muito determinada, o meu espírito cansado. E vejo assim escrito em
Ap 1, 5:
“e da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogénito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e com o Seu sangue nos lavou dos nossos pecados”.
- Maria, vem ser a Luz que me leve ao conhecimento destas palavras.
- Então diz-Me o que é que nelas é difícil de entender.
- Para já, uma citação assim, começando e acabando no meio de uma frase, todos dirão que não pode ter vindo do Céu.
- E isso preocupa-te?
- Devo dizer que ainda me preocupa, sim: continua tornando difícil a aceitação destes textos como uma Profecia e consegue fazer vacilar ainda a minha Fé.
- Nunca o teu Mestre te prometeu um caminho fácil, Meu querido amigo.
- É verdade. Nunca pensei é que uma tão grande dificuldade estivesse na própria escrita das suas palavras.
- Mas não tenhas medo: Ele só te está dando o que Lhe tens pedido; tu sabes que o sofrimento por causa do Reino dos Céus é o maior tesouro de Deus incarnado.
- Diz-me então que queres que eu retenha daquelas palavras que me trouxeste.
- Sentes que fui Eu que tas trouxe?
- Sinto que muito discretamente estás comandando esta Batalha.
- Fazem parte desta Batalha aquelas palavras?
- Sim, Jesus é aqui chamado o “Príncipe dos reis da terra”: a Batalha que Tu comandas deverá justamente levar à vitória deste Príncipe.
- E que quer dizer “Testemunha fiel”?
- Que Jesus é a própria Presença de Deus entre nós, em carne.
- Ainda agora?
- Sempre.
- Onde está Ele hoje, em carne?
- Nos Seus discípulos: a Tua Batalha fará deles a própria Presença de Jesus em carne no meio das nações. Eles serão, como o seu Mestre, testemunhas fiéis do Deus incarnado.
- E que mais diz aquele versículo que começa e acaba no meio de uma frase?
- Que Jesus é o “primogénito dos mortos”.
- Traduz.
- Que Jesus é o primeiro gerado entre aqueles que morreram.
- E também isso te diz alguma coisa da Batalha que o Pai Me confiou?
- Sim, diz que esta Batalha vai conduzir os Teus filhos à Ressurreição.
- Por que caminho?
- Pelo caminho da dor e da morte.
- E também isso está naquele versículo manco?
- Está! Na referência ao sangue de Jesus, que nos lavou dos pecados. Agora também o nosso sangue vertido nesta Batalha será redentor.
terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
417 — Maria afasta-se para que Jesus se realce
25/6/01 - 3:36
Tem-me Jesus enchido os olhos de Sinais dizendo Eu amo-te! Amo-te muito! E garantindo-me que todo o Céu está presente e atento aos meus passos. E, para o confirmar, um impulso interior quase gritava neste momento: Olha o relógio! Agora! Foi o que fiz e estava lá a imagem 3:55:17! Esta imagem fala-me precisamente da Presença de Deus e de Jesus dando-me a Sua Paz. E já sabemos que quando Jesus nos dá a sua Paz, isso equivale a dizer Gosto muito de ti.
Entretanto o Sinal 6, indicativo da Besta, raramente tem aparecido nos últimos dias, o que é estranho, uma vez que pareço ter estado inteiramente sujeito ao poder de Satanás e seus anjos. Mais uma vez, pois, o Pai do Céu nos está dizendo, à Sua maneira, diferente para cada um dos Seus filhos: Não tenhas medo! Não tenhas nunca medo de Mim! Ele é, de facto, o Senhor do próprio Demónio: se os nossos bracitos tão frágeis permanecerem levantados para Ele, não consegue o Seu Coração permanecer durante muito tempo oculto ao nosso olhar. Não nos tira geralmente a dor, porque esse é o mais claro e directo Caminho do Amor. E Satanás aproveita, executando com precisão a Vontade do Seu absoluto Senhor. Mas passada a tormenta, ou mesmo até enquanto ela desaba sobre nós, verificamos que o papel do Demónio foi apenas conformar-nos com os passos do nosso Irmão Jesus na Sua dolorosa, permanente Incarnação.
E a nossa Mãe? Esmaga-nos de encanto a Sua atitude, especialmente nestes tempos difíceis: discretamente afasta-Se, para que Jesus Se realce em nós. Parece que a Sua missão é sempre conduzir-nos a Jesus e torná-Lo vivo no nosso coração. Quando nos apercebemos deste Seu jeito de nos amar, nem sabemos o que Lhe havemos de fazer e só apetece apertá-La muito contra o nosso coração, sei lá, sermos absorvidos n’Ela, absorvermo-La em nós!… Verificamos que Ela sabe onde está o Centro e a Fonte e que a Sua única preocupação é levar-nos lá, ao Coração do Seu Jesus. E com este Seu jeito de actuar nos confirma Ela no caminho da Humildade, alicerce de toda a verdadeira grandeza. Parece não ser missão d’Ela realizar prodígios espectaculares. Que nos conste, nunca os fez enquanto viveu em carne na terra. Mas nós sentimos que o maior de todos os prodígios é este silencioso milagre que Ela sempre opera em nós: levar-nos direitinhos, pelo caminho da Humildade, ao Coração de Deus!
Não sei quanto tempo mais vai durar esta seca, esta infindável espera; sei contudo agora que tenho comigo Aquela que em absoluto silêncio mais que todos esperou. Esperou nove meses a concretização da promessa de Deus trazida por Gabriel. Esperou trinta anos o início da vida pública de Jesus. Foram mais longos do que trinta anos aqueles três dias em que esperou a Ressurreição. E esperou até à morte o nascimento da Igreja. Por isso espero feliz.
São 5:12!
Tem-me Jesus enchido os olhos de Sinais dizendo Eu amo-te! Amo-te muito! E garantindo-me que todo o Céu está presente e atento aos meus passos. E, para o confirmar, um impulso interior quase gritava neste momento: Olha o relógio! Agora! Foi o que fiz e estava lá a imagem 3:55:17! Esta imagem fala-me precisamente da Presença de Deus e de Jesus dando-me a Sua Paz. E já sabemos que quando Jesus nos dá a sua Paz, isso equivale a dizer Gosto muito de ti.
Entretanto o Sinal 6, indicativo da Besta, raramente tem aparecido nos últimos dias, o que é estranho, uma vez que pareço ter estado inteiramente sujeito ao poder de Satanás e seus anjos. Mais uma vez, pois, o Pai do Céu nos está dizendo, à Sua maneira, diferente para cada um dos Seus filhos: Não tenhas medo! Não tenhas nunca medo de Mim! Ele é, de facto, o Senhor do próprio Demónio: se os nossos bracitos tão frágeis permanecerem levantados para Ele, não consegue o Seu Coração permanecer durante muito tempo oculto ao nosso olhar. Não nos tira geralmente a dor, porque esse é o mais claro e directo Caminho do Amor. E Satanás aproveita, executando com precisão a Vontade do Seu absoluto Senhor. Mas passada a tormenta, ou mesmo até enquanto ela desaba sobre nós, verificamos que o papel do Demónio foi apenas conformar-nos com os passos do nosso Irmão Jesus na Sua dolorosa, permanente Incarnação.
E a nossa Mãe? Esmaga-nos de encanto a Sua atitude, especialmente nestes tempos difíceis: discretamente afasta-Se, para que Jesus Se realce em nós. Parece que a Sua missão é sempre conduzir-nos a Jesus e torná-Lo vivo no nosso coração. Quando nos apercebemos deste Seu jeito de nos amar, nem sabemos o que Lhe havemos de fazer e só apetece apertá-La muito contra o nosso coração, sei lá, sermos absorvidos n’Ela, absorvermo-La em nós!… Verificamos que Ela sabe onde está o Centro e a Fonte e que a Sua única preocupação é levar-nos lá, ao Coração do Seu Jesus. E com este Seu jeito de actuar nos confirma Ela no caminho da Humildade, alicerce de toda a verdadeira grandeza. Parece não ser missão d’Ela realizar prodígios espectaculares. Que nos conste, nunca os fez enquanto viveu em carne na terra. Mas nós sentimos que o maior de todos os prodígios é este silencioso milagre que Ela sempre opera em nós: levar-nos direitinhos, pelo caminho da Humildade, ao Coração de Deus!
Não sei quanto tempo mais vai durar esta seca, esta infindável espera; sei contudo agora que tenho comigo Aquela que em absoluto silêncio mais que todos esperou. Esperou nove meses a concretização da promessa de Deus trazida por Gabriel. Esperou trinta anos o início da vida pública de Jesus. Foram mais longos do que trinta anos aqueles três dias em que esperou a Ressurreição. E esperou até à morte o nascimento da Igreja. Por isso espero feliz.
São 5:12!
domingo, 15 de maio de 2011
416 — Não serão estas páginas só um monte de palha?
- 10:19:06
Abate-se agora sobre estes Escritos toda a fúria da Batalha profetizada para o nosso tempo. De um lado a Mulher-vestida-de-sol assumindo-os como Seus e do outro o Dragão tentando desfazê-los até ao ridículo. Nem sei como consigo continuar a escrever: a sensação é agora a de que estou a amontoar, sobre um enorme monte de palha, mais palha ainda, sempre na iminência de que alguém lhe chegue um fósforo e reduza tudo a um leve montículo de cinza, que o vento depressa dispersará, sem deixar vestígio.
Custou-me muito, por exemplo, escrever o diálogo desta noite. Só o iniciei porque me surgiu o caminho do diálogo com João desimpedido, isto é, eu não senti nenhum bloqueio frente a esta possibilidade. Mas depois tudo me parecia simplesmente composto por mim, como se estivesse a elaborar um diálogo para uma peça de teatro. Ora como posso eu, em circunstâncias assim, acreditar que estava dialogando com o próprio João em pessoa, em obediência a um desejo de Deus? Como posso considerar o que escrevi como autêntica Palavra de Deus? Aquilo que para vós, meus irmãos, é ridículo, também a mim me aparece como ridículo, com cores certamente muito mais carregadas do que para vós, uma vez que estou sendo eu o próprio autor do ridículo!
Mas eu continuo a escrever, movido não sei por que Esperança, movido por uma Fé que não sei onde se esconde, onde se agarra. E João acabara de dizer que a Fé é todo o Amor possível neste mundo. De facto, eu não tinha, naqueles momentos, outro amor no coração, a não ser aquela Fé, tão seca como o Deserto, mas resistindo a todo o senso, a toda a lógica, a todo o ridículo. E perguntava a minha Fé pela Fé de João naquela impossibilidade viva de o seu primo carpinteiro ser o Messias esperado desde o negrume dos tempos, ser o próprio Filho de Deus. E nem faltou à minha dor a pergunta que todos vós provavelmente estáveis fazendo ao ler aquele texto: eu não estaria apenas escrevendo aquilo que eu próprio estava deduzindo através de um puro raciocínio lógico? Eu não estaria simplesmente transpondo para João os meus próprios sentimentos, as minhas próprias dúvidas perante uma situação semelhante vivida por mim?
Em que pode consistir a Fé, num caso destes? Julgo que apenas nisto: em entregarmos nesse momento tudo quanto temos a Deus. No meu caso concreto desta noite, em entregar a Deus o meu talento para o teatro, a minha capacidade para raciocinar, o meu frio conhecimento de que Deus me ama, a minha débil sensação interior de que seria possível falar com João, que tanto admirei sempre, o meu empenho, mesmo sem emoção, em transmitir fielmente o que me ia surgindo no espírito e, enfim, todas as forças físicas e psíquicas que me estavam permitindo, apesar de tudo, escrever.
Fé é entregar tudo o que em cada momento temos ao Senhor de todas as coisas, mesmo do absoluto Deserto. É esta Fé, mesmo assim pequenina e seca como um grão de mostarda que pode, um dia de repente, agigantar-se de modo a arrancar do seu poiso uma enorme montanha e espetar com ela no fundo do mar! Foi o Mestre que o disse e nas palavras de Jesus eu creio com a ingenuidade de uma criança pequenina.
- Maria, vês? Agora estou pasmado.
- Com quê, Meu pequenino?
- Com a forma como, no dia do Precursor, me levaste à contemplação da natureza e do poder da Fé.
- Entendeste agora qual foi a grande força do filho da Minha prima Isabel?
- Eu via sempre nele sobretudo a coragem e a humildade; não tinha reparado ainda na sua Fé…
- Vês agora quanto é semelhante ao dele o teu caso?
- Sim, contemplo muitas vezes a impossibilidade da missão que Jesus me entregou e vi hoje que João estava perante uma dificuldade igual; o tempo que ele tinha em perspectiva era em tudo semelhante àquele que também eu hoje estou anunciando para breve. E tanto num caso como noutro as hipóteses de as pessoas aceitarem o Acontecimento parecem nulas.
- E então? Já não achas que estiveste a pôr na boca de João as tuas próprias dúvidas?
- Certamente que estou exprimindo as minhas próprias dúvidas mas, por um milagre da Assistência do Espírito, foi a pura Verdade que anunciei: João estava revelando, ele mesmo, o seu próprio processo interior, naquele tempo, perante as assombrosas coisas que a sua Fé estava vendo.
Abate-se agora sobre estes Escritos toda a fúria da Batalha profetizada para o nosso tempo. De um lado a Mulher-vestida-de-sol assumindo-os como Seus e do outro o Dragão tentando desfazê-los até ao ridículo. Nem sei como consigo continuar a escrever: a sensação é agora a de que estou a amontoar, sobre um enorme monte de palha, mais palha ainda, sempre na iminência de que alguém lhe chegue um fósforo e reduza tudo a um leve montículo de cinza, que o vento depressa dispersará, sem deixar vestígio.
Custou-me muito, por exemplo, escrever o diálogo desta noite. Só o iniciei porque me surgiu o caminho do diálogo com João desimpedido, isto é, eu não senti nenhum bloqueio frente a esta possibilidade. Mas depois tudo me parecia simplesmente composto por mim, como se estivesse a elaborar um diálogo para uma peça de teatro. Ora como posso eu, em circunstâncias assim, acreditar que estava dialogando com o próprio João em pessoa, em obediência a um desejo de Deus? Como posso considerar o que escrevi como autêntica Palavra de Deus? Aquilo que para vós, meus irmãos, é ridículo, também a mim me aparece como ridículo, com cores certamente muito mais carregadas do que para vós, uma vez que estou sendo eu o próprio autor do ridículo!
Mas eu continuo a escrever, movido não sei por que Esperança, movido por uma Fé que não sei onde se esconde, onde se agarra. E João acabara de dizer que a Fé é todo o Amor possível neste mundo. De facto, eu não tinha, naqueles momentos, outro amor no coração, a não ser aquela Fé, tão seca como o Deserto, mas resistindo a todo o senso, a toda a lógica, a todo o ridículo. E perguntava a minha Fé pela Fé de João naquela impossibilidade viva de o seu primo carpinteiro ser o Messias esperado desde o negrume dos tempos, ser o próprio Filho de Deus. E nem faltou à minha dor a pergunta que todos vós provavelmente estáveis fazendo ao ler aquele texto: eu não estaria apenas escrevendo aquilo que eu próprio estava deduzindo através de um puro raciocínio lógico? Eu não estaria simplesmente transpondo para João os meus próprios sentimentos, as minhas próprias dúvidas perante uma situação semelhante vivida por mim?
Em que pode consistir a Fé, num caso destes? Julgo que apenas nisto: em entregarmos nesse momento tudo quanto temos a Deus. No meu caso concreto desta noite, em entregar a Deus o meu talento para o teatro, a minha capacidade para raciocinar, o meu frio conhecimento de que Deus me ama, a minha débil sensação interior de que seria possível falar com João, que tanto admirei sempre, o meu empenho, mesmo sem emoção, em transmitir fielmente o que me ia surgindo no espírito e, enfim, todas as forças físicas e psíquicas que me estavam permitindo, apesar de tudo, escrever.
Fé é entregar tudo o que em cada momento temos ao Senhor de todas as coisas, mesmo do absoluto Deserto. É esta Fé, mesmo assim pequenina e seca como um grão de mostarda que pode, um dia de repente, agigantar-se de modo a arrancar do seu poiso uma enorme montanha e espetar com ela no fundo do mar! Foi o Mestre que o disse e nas palavras de Jesus eu creio com a ingenuidade de uma criança pequenina.
- Maria, vês? Agora estou pasmado.
- Com quê, Meu pequenino?
- Com a forma como, no dia do Precursor, me levaste à contemplação da natureza e do poder da Fé.
- Entendeste agora qual foi a grande força do filho da Minha prima Isabel?
- Eu via sempre nele sobretudo a coragem e a humildade; não tinha reparado ainda na sua Fé…
- Vês agora quanto é semelhante ao dele o teu caso?
- Sim, contemplo muitas vezes a impossibilidade da missão que Jesus me entregou e vi hoje que João estava perante uma dificuldade igual; o tempo que ele tinha em perspectiva era em tudo semelhante àquele que também eu hoje estou anunciando para breve. E tanto num caso como noutro as hipóteses de as pessoas aceitarem o Acontecimento parecem nulas.
- E então? Já não achas que estiveste a pôr na boca de João as tuas próprias dúvidas?
- Certamente que estou exprimindo as minhas próprias dúvidas mas, por um milagre da Assistência do Espírito, foi a pura Verdade que anunciei: João estava revelando, ele mesmo, o seu próprio processo interior, naquele tempo, perante as assombrosas coisas que a sua Fé estava vendo.
sábado, 14 de maio de 2011
415 — Diálogo com João Baptista
24/6/01 - 3:45 - Rossão
- João, meu amigo, vê como me sinto, justamente no dia em que recordamos o fogo da Mensagem que transportavas. Fala comigo um pouco, João.
- Olá! Não te sintas infeliz pela longa espera da Vida, pela extrema secura do Deserto: o nosso Jesus faz tudo perfeito.
- Tu deves ter conhecido muito bem o Deserto…
- Sim. Sei o que sofres. Mas foi no Deserto que fui entendendo a grandeza da Hora que se aproximava.
- Quando Jesus Se aproximou de ti, no Jordão, para ser baptizado, deve ter sido um enorme alvoroço no teu coração.
- Sim. E uma enorme perplexidade…
- Ficaste baralhado?
- Tudo aquilo era demais para mim… Eu não podia estar baptizando Deus!
- Tu sabias já do Mistério que Jesus encerava? Tu sabias que Ele era Deus?
- Eu sabia que Ele era o Messias. A minha mãe, Isabel, falava-me das assombrosas coisas que Maria, a Mãe de Jesus, lhe havia contado…
- Gostava que me respondesses: sabias que Ele era Deus?
- Eu sabia que estava para surgir na terra o maior Acontecimento de toda a História. Eu sabia que Ele era o definitivo Libertador.
- Ainda não me respondeste, João: tu sabias que o teu primo Jesus era Deus?
- O que estava para acontecer era tão grande, que o meu coração não o conseguia abarcar. Por isso eu duvidei ainda. E quando estava já na prisão, mandei perguntar-Lhe se Ele apenas anunciava o verdadeiro Messias, ou se era Ele próprio o Messias…
- Parecia-te demais que o teu primo fosse o Messias?
- Sim. A surpresa era arrasadora: ser o meu primo carpinteiro o próprio Deus descido à terra era muito difícil de aceitar. Era tudo tão enorme…
- Quando chegou a hora de seres assassinado na prisão, estavas já de todo rendido à Verdade total acerca de Jesus?
- Sim, era já muito firme a minha Fé em que o meu primo era o Filho de Deus.
- Mas só o sabias pela Fé…
- Pois só: durante a vida terrena as coisas do Céu não se podem conhecer senão pela Fé. A Fé é a força maior do nosso coração enquanto vivemos incarnados na terra.
- Maior ainda que o Amor?
- É na Fé que está todo o Amor possível a uma vida terrena.
- Então pede ao nosso Jesus para o meu coração uma Fé assim. Tu sabes da grandeza do Acontecimento que está para surgir agora neste nosso tempo, não sabes?
- Sei. Todos nós no Céu o esperamos com não menos ansiedade que vós.
- Por causa da Ressurreição da Carne?
- Por causa da Libertação que, enfim, vai chegar para não mais ser enterrada ou sequer interrompida.
- Então ajuda-me a suportar o Deserto com uma Esperança firme e uma Fé sem mancha, até à Hora Perfeita, meu querido amigo.
São 5:52!
- João, meu amigo, vê como me sinto, justamente no dia em que recordamos o fogo da Mensagem que transportavas. Fala comigo um pouco, João.
- Olá! Não te sintas infeliz pela longa espera da Vida, pela extrema secura do Deserto: o nosso Jesus faz tudo perfeito.
- Tu deves ter conhecido muito bem o Deserto…
- Sim. Sei o que sofres. Mas foi no Deserto que fui entendendo a grandeza da Hora que se aproximava.
- Quando Jesus Se aproximou de ti, no Jordão, para ser baptizado, deve ter sido um enorme alvoroço no teu coração.
- Sim. E uma enorme perplexidade…
- Ficaste baralhado?
- Tudo aquilo era demais para mim… Eu não podia estar baptizando Deus!
- Tu sabias já do Mistério que Jesus encerava? Tu sabias que Ele era Deus?
- Eu sabia que Ele era o Messias. A minha mãe, Isabel, falava-me das assombrosas coisas que Maria, a Mãe de Jesus, lhe havia contado…
- Gostava que me respondesses: sabias que Ele era Deus?
- Eu sabia que estava para surgir na terra o maior Acontecimento de toda a História. Eu sabia que Ele era o definitivo Libertador.
- Ainda não me respondeste, João: tu sabias que o teu primo Jesus era Deus?
- O que estava para acontecer era tão grande, que o meu coração não o conseguia abarcar. Por isso eu duvidei ainda. E quando estava já na prisão, mandei perguntar-Lhe se Ele apenas anunciava o verdadeiro Messias, ou se era Ele próprio o Messias…
- Parecia-te demais que o teu primo fosse o Messias?
- Sim. A surpresa era arrasadora: ser o meu primo carpinteiro o próprio Deus descido à terra era muito difícil de aceitar. Era tudo tão enorme…
- Quando chegou a hora de seres assassinado na prisão, estavas já de todo rendido à Verdade total acerca de Jesus?
- Sim, era já muito firme a minha Fé em que o meu primo era o Filho de Deus.
- Mas só o sabias pela Fé…
- Pois só: durante a vida terrena as coisas do Céu não se podem conhecer senão pela Fé. A Fé é a força maior do nosso coração enquanto vivemos incarnados na terra.
- Maior ainda que o Amor?
- É na Fé que está todo o Amor possível a uma vida terrena.
- Então pede ao nosso Jesus para o meu coração uma Fé assim. Tu sabes da grandeza do Acontecimento que está para surgir agora neste nosso tempo, não sabes?
- Sei. Todos nós no Céu o esperamos com não menos ansiedade que vós.
- Por causa da Ressurreição da Carne?
- Por causa da Libertação que, enfim, vai chegar para não mais ser enterrada ou sequer interrompida.
- Então ajuda-me a suportar o Deserto com uma Esperança firme e uma Fé sem mancha, até à Hora Perfeita, meu querido amigo.
São 5:52!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
414 — Deixa as coisas acontecerem; não forces Deus
- 12:18:01 - Castro Daire
Se este meu tempo de aridez sempre intensificando-se desde há tanto tempo me está levando à raiz do Pecado Original, conforme a Mãe me levou a escrever esta noite, então ele será realmente fecundo, porque nele estará incarnando o Deus que veio para tirar todo o pecado do mundo.
Eu sei que não só é necessário que assim aconteça comigo, mas também que este sofrimento é a satisfação de um pedido meu ao Mestre: eu quero ir até onde Ele precisar de ir hoje - assim falo muitas vezes voltado para o Céu. Mas às vezes apetece-me chorar: vejo tudo parado, prisioneiro dentro do meu quarto e dentro de mim e pergunto-me para que me fez Deus escrever tantas páginas, para que presto eu aqui assim reduzido ao meu canto, sem que ninguém tome conhecimento dos Dons que recebo e até da insensibilidade com que mais poderia tornar-me solidário e próximo das pessoas.
- Maria, minha Companheira de tantos anos de espera, diz-me uma coisa: eu não estarei ainda agarrado ao palco, esperando receber os aplausos dos espectadores? Eu não estou desejando a agitação de uma vida pública para ser conhecido e admirado pelas multidões?
- Não disseste já uma vez que tens que ser célebre para que as pessoas te recebam esta Mensagem?
- Mas não queria roubar, de modo nenhum, a glória que só a Deus pertence.
- E como conseguirás isso?
- Não sei. Não conseguirei, certamente.
- Então deixa só que as coisas aconteçam em ti. Não forces Deus.
Se este meu tempo de aridez sempre intensificando-se desde há tanto tempo me está levando à raiz do Pecado Original, conforme a Mãe me levou a escrever esta noite, então ele será realmente fecundo, porque nele estará incarnando o Deus que veio para tirar todo o pecado do mundo.
Eu sei que não só é necessário que assim aconteça comigo, mas também que este sofrimento é a satisfação de um pedido meu ao Mestre: eu quero ir até onde Ele precisar de ir hoje - assim falo muitas vezes voltado para o Céu. Mas às vezes apetece-me chorar: vejo tudo parado, prisioneiro dentro do meu quarto e dentro de mim e pergunto-me para que me fez Deus escrever tantas páginas, para que presto eu aqui assim reduzido ao meu canto, sem que ninguém tome conhecimento dos Dons que recebo e até da insensibilidade com que mais poderia tornar-me solidário e próximo das pessoas.
- Maria, minha Companheira de tantos anos de espera, diz-me uma coisa: eu não estarei ainda agarrado ao palco, esperando receber os aplausos dos espectadores? Eu não estou desejando a agitação de uma vida pública para ser conhecido e admirado pelas multidões?
- Não disseste já uma vez que tens que ser célebre para que as pessoas te recebam esta Mensagem?
- Mas não queria roubar, de modo nenhum, a glória que só a Deus pertence.
- E como conseguirás isso?
- Não sei. Não conseguirei, certamente.
- Então deixa só que as coisas aconteçam em ti. Não forces Deus.
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