- 19:24:16
- Eu devo ter um espírito muito rude, Maria!…
- Sim? Porquê?
- Porque às vezes parece que Deus tem que arredar do Seu caminho em mim autênticas montanhas para Se me revelar.
- Não se entende muito bem isso que dizes. Não afirmas tu que em todos estes milhares de páginas Se está Deus revelando continuamente? E não é de dentro de ti que Ele vem sempre?
- É verdade. Mas a sensação é muitas vezes a de que Ele tem que fazer um enorme esforço, remover vários obstáculos para aparecer à Luz, de modo que eu O veja!
- Segundo dás a entender, supões que haja muita gente de espírito muito menos rude, onde Ele Se pudesse manifestar mais facilmente. És capaz de Me dizer porque te escolheu Ele a ti?
- Não. E é estranho esse comportamento de Deus. Parece fazer de propósito: as pessoas menos aptas são as que Ele escolhe e parece ter um prazer especial nessa escolha. Por exemplo, eu tenho dificuldade de expressão e nunca gostei de escrever. Porque me entregou Ele a mim esta missão, justamente a mim?
- Estás aborrecido com Ele, por isso?
- Pelo contrário, são estas Suas “anormalidades” que me fascinam.
- Então vê: Ele é que sabe como nos há-de fascinar. E não é bom assim?
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
370 — Só um gesto mudo dizendo que vou bem
- 11:13:50/1
Pode o Céu deixar-nos chegar ao limite das nossas forças, porque é preciso que o nosso coração alargue, se robusteça e assim esteja preparado para se entregar a horizontes sempre mais vastos. Mas nunca somos abandonados nesta situação extrema: quando isso parece, de facto, estar acontecendo, como no caso desta vigília, em que a situação extrema de ausência de Fé se prolonga finalmente na perspectiva de a Hora não vir a acontecer em nenhum dos prazos esperados, ainda aqui Deus está actuando e da forma mais intensa e terna, ampliando para dimensões desconhecidas a nossa Fé e atenuando o sofrimento que daí nos advém com gestos e palavras carinhosas.
Repare-se no gesto de Maria, ao fim da vigília: não há palavras, porque elas só viriam perturbar este mergulho interior no Desconhecido; há só um gesto mudo dizendo-me, naquela Voz que só o coração ouve até às suas íntimas fibras, que vou bem, que vou aguentar, que é muito bom o que se está operando em mim, que todo o Céu me está amando muito. E veja-se agora o que esta folha marcava, na Profecia da minha companheira Vassula: “Que o Meu jugo em ti seja suave e não seja para ti um fardo, e acabará por não ficar em ti qualquer sinal de fadiga” (28/11/96). O cansaço é, de facto, claramente a minha situação dominante dos últimos dias, a ponto de me parecer estar devorando todas as minhas energias. Sei, assim, que esta situação vai ser ultrapassada, sem deixar em mim o menor sinal de fadiga, porque situações destas nunca as tenho sentido como uma carga pura, como um fardo apenas, mas como passos necessários e prenunciadores de uma nova, particularmente vigorosa subida da onda da Vida. Por isso é aqui, neste passo que parece de morte, que não só é possível manter-se a nossa Alegria, mas que ela se torna perfeita!
Pode o Céu deixar-nos chegar ao limite das nossas forças, porque é preciso que o nosso coração alargue, se robusteça e assim esteja preparado para se entregar a horizontes sempre mais vastos. Mas nunca somos abandonados nesta situação extrema: quando isso parece, de facto, estar acontecendo, como no caso desta vigília, em que a situação extrema de ausência de Fé se prolonga finalmente na perspectiva de a Hora não vir a acontecer em nenhum dos prazos esperados, ainda aqui Deus está actuando e da forma mais intensa e terna, ampliando para dimensões desconhecidas a nossa Fé e atenuando o sofrimento que daí nos advém com gestos e palavras carinhosas.
Repare-se no gesto de Maria, ao fim da vigília: não há palavras, porque elas só viriam perturbar este mergulho interior no Desconhecido; há só um gesto mudo dizendo-me, naquela Voz que só o coração ouve até às suas íntimas fibras, que vou bem, que vou aguentar, que é muito bom o que se está operando em mim, que todo o Céu me está amando muito. E veja-se agora o que esta folha marcava, na Profecia da minha companheira Vassula: “Que o Meu jugo em ti seja suave e não seja para ti um fardo, e acabará por não ficar em ti qualquer sinal de fadiga” (28/11/96). O cansaço é, de facto, claramente a minha situação dominante dos últimos dias, a ponto de me parecer estar devorando todas as minhas energias. Sei, assim, que esta situação vai ser ultrapassada, sem deixar em mim o menor sinal de fadiga, porque situações destas nunca as tenho sentido como uma carga pura, como um fardo apenas, mas como passos necessários e prenunciadores de uma nova, particularmente vigorosa subida da onda da Vida. Por isso é aqui, neste passo que parece de morte, que não só é possível manter-se a nossa Alegria, mas que ela se torna perfeita!
quinta-feira, 24 de março de 2011
369 — Pressão satânica
11/1/07- 5:26
- Como vês, Maria, tenho tanta dificuldade em escrever, que até me interrogo se isto não será um Sinal de que devo parar por aqui a escrita.
- Já leste os Sinais numéricos?
- Já. Dizem que Jesus me ama muito e que o Diabo me odeia muito.
- Onde é que vês o “muito”?
- No facto de 52 sempre ter significado para mim uma união íntima com Jesus e nesta imagem me ver afastado de Jesus e amarrado ao Diabo. Ora para assim me manter, o Diabo tem que exercer “muita” violência sobre mim.
- Então está tudo explicado, não? É o Diabo que te quer calado a todo o custo!
- Será… De facto, já me apareceu também a imagem 5:46, em que eu apareço como aquele que fala em Nome de Deus. Mas porquê esta violência agora?
- Em algum momento te viste liberto da pressão satânica?
- Na verdade, tirando talvez os primeiros tempos da minha conversão, tenho vivido numa permanente luta contra as suas arremetidas.
- E viste já também onde está a lógica dessa situação, que parece absurda, uma vez que, tendo tu escolhido Deus, ele não dá um passo na tua vida sem que Deus lho permita!?
- Sim, vejo que o Pai lhe permite comigo aquilo que lhe permitiu com Jesus: eu devo visualizar a Incarnação Permanente do Verbo.
- O Diabo, então, é a presença permanente na tua vida do reino da Carne que ele mantém prisioneira e em que tu deverás incarnar!?
- Sim, faz todo os sentido que assim seja: ele tem que ter um permanente cuidado com aqueles que permanentemente lhe ameaçam o reino.
- Mas tu dizes sentir agora uma especial violência; seria lógico que para isso houvesse também um motivo especial, não?
- Sim, seria, mas não estou a ver nada… A não ser que esteja acelerando-se a aproximação da Hora e ele pretenda a todo o custo calar e desacreditar esta Voz.
- E como a desacreditaria?
- Levando-me a escrever sem conteúdos e sem forças, penosamente, de modo a convencer as pessoas de que eu estou escrevendo sem nenhuma Fé, que toda esta Obra é, afinal, construção minha.
- Agora escreve o que acabas de sentir.
- Que esta própria justificação está sendo forjada apenas pela lógica, que a Hora continuará sem aparecer e que portanto os próprios factos se encarregarão de me desacreditar.
Maria só me abraça e acaricia agora em silêncio…
São 7:00!!
- Como vês, Maria, tenho tanta dificuldade em escrever, que até me interrogo se isto não será um Sinal de que devo parar por aqui a escrita.
- Já leste os Sinais numéricos?
- Já. Dizem que Jesus me ama muito e que o Diabo me odeia muito.
- Onde é que vês o “muito”?
- No facto de 52 sempre ter significado para mim uma união íntima com Jesus e nesta imagem me ver afastado de Jesus e amarrado ao Diabo. Ora para assim me manter, o Diabo tem que exercer “muita” violência sobre mim.
- Então está tudo explicado, não? É o Diabo que te quer calado a todo o custo!
- Será… De facto, já me apareceu também a imagem 5:46, em que eu apareço como aquele que fala em Nome de Deus. Mas porquê esta violência agora?
- Em algum momento te viste liberto da pressão satânica?
- Na verdade, tirando talvez os primeiros tempos da minha conversão, tenho vivido numa permanente luta contra as suas arremetidas.
- E viste já também onde está a lógica dessa situação, que parece absurda, uma vez que, tendo tu escolhido Deus, ele não dá um passo na tua vida sem que Deus lho permita!?
- Sim, vejo que o Pai lhe permite comigo aquilo que lhe permitiu com Jesus: eu devo visualizar a Incarnação Permanente do Verbo.
- O Diabo, então, é a presença permanente na tua vida do reino da Carne que ele mantém prisioneira e em que tu deverás incarnar!?
- Sim, faz todo os sentido que assim seja: ele tem que ter um permanente cuidado com aqueles que permanentemente lhe ameaçam o reino.
- Mas tu dizes sentir agora uma especial violência; seria lógico que para isso houvesse também um motivo especial, não?
- Sim, seria, mas não estou a ver nada… A não ser que esteja acelerando-se a aproximação da Hora e ele pretenda a todo o custo calar e desacreditar esta Voz.
- E como a desacreditaria?
- Levando-me a escrever sem conteúdos e sem forças, penosamente, de modo a convencer as pessoas de que eu estou escrevendo sem nenhuma Fé, que toda esta Obra é, afinal, construção minha.
- Agora escreve o que acabas de sentir.
- Que esta própria justificação está sendo forjada apenas pela lógica, que a Hora continuará sem aparecer e que portanto os próprios factos se encarregarão de me desacreditar.
Maria só me abraça e acaricia agora em silêncio…
São 7:00!!
quarta-feira, 23 de março de 2011
368 — Incarnar até à falta de Fé
- 19:52:31
- É preciso incarnar até à falta de Fé - é esta a mensagem do dia de hoje, Maria?
- Daquilo que viveste hoje, diz-Me: depois do ponto em que não sabias mais da tua Fé, que encontraste?
- Encontrei aquilo que me fez continuar a escrever.
- Uma vez que, segundo afirmaste, sem a Fé não te seria possível escrever, devo deduzir que, para lá desse ponto em que não sentiste mais a Fé, o que encontraste foi ainda a Fé!?
- Sim: eu escrevi também que a essência da Fé está justamente na entrega ao absoluto Desconhecido, lá onde ninguém nos pode garantir nada.
- Julgo estar vendo uma Luz surgindo dentro de ti… Essa entrega a um mundo onde ninguém pode garantir nada deve então exercer uma enorme sedução - neste caso sobre ti!?
- Sim, a par da dor de nada ver, de nada sentir, de nada ter a que me agarrar, mora nesse território uma permanente sedução que me arrasta.
- Sem saberes para onde?
- Sim. E acho que está aí a sedução: se eu soubesse aonde me levaria a minha entrega, não estaria lançando o pé para o absoluto Desconhecido. E o que seduz é justamente o facto de tudo ser desconhecido.
- Desconhecido mas bom. Não é só o Bem que lá esperas?
- Sim: A Fé não pode encontrar outra coisa senão Deus - o puro Bem!
- É preciso incarnar até à falta de Fé - é esta a mensagem do dia de hoje, Maria?
- Daquilo que viveste hoje, diz-Me: depois do ponto em que não sabias mais da tua Fé, que encontraste?
- Encontrei aquilo que me fez continuar a escrever.
- Uma vez que, segundo afirmaste, sem a Fé não te seria possível escrever, devo deduzir que, para lá desse ponto em que não sentiste mais a Fé, o que encontraste foi ainda a Fé!?
- Sim: eu escrevi também que a essência da Fé está justamente na entrega ao absoluto Desconhecido, lá onde ninguém nos pode garantir nada.
- Julgo estar vendo uma Luz surgindo dentro de ti… Essa entrega a um mundo onde ninguém pode garantir nada deve então exercer uma enorme sedução - neste caso sobre ti!?
- Sim, a par da dor de nada ver, de nada sentir, de nada ter a que me agarrar, mora nesse território uma permanente sedução que me arrasta.
- Sem saberes para onde?
- Sim. E acho que está aí a sedução: se eu soubesse aonde me levaria a minha entrega, não estaria lançando o pé para o absoluto Desconhecido. E o que seduz é justamente o facto de tudo ser desconhecido.
- Desconhecido mas bom. Não é só o Bem que lá esperas?
- Sim: A Fé não pode encontrar outra coisa senão Deus - o puro Bem!
terça-feira, 22 de março de 2011
367 — Não se sentir nem capaz de ter Fé
- 11:42:38
A incapacidade que sinto neste momento é tal, que nem de ter Fé me julgo capaz. E, a ser assim, eu não deveria sequer iniciar este texto, já que é suposto ser ele, desde a primeira letra, desde o próprio titulo numérico, Palavra viva de Deus, que só pela Fé alguém pode transmitir.
Mas eu, dominado pela sensação de que nem capaz sou de ter Fé, continuo a escrever. E nem sequer admito em mim a mínima possibilidade de, ao menos conscientemente, eu ofender Deus, o que seria o caso se eu continuasse a escrever convencido, por uma qualquer via, de que não vem de Deus o que estou escrevendo. A Fé pode, portanto, existir na própria sensação de não ter Fé! É mesmo nesta extrema indigência que está a essência da Fé: ela nasce justamente onde as nossas capacidades entram em colapso.
Esforço-me por continuar a escrever, à procura, talvez, das raízes da Fé, mas o meu espírito, cansado, distrai-se e divaga.
- Maria, não consigo escrever mais, se me não vieres ajudar.
- E qual é o teu mais forte desejo neste momento?
- Dizer às pessoas que nunca desistam de ver um dia despertar-lhes no coração a Fé verdadeira, aquela que arrasa montanhas com uma só palavra.
- E uma Fé assim é aquela que nasce onde já nem há forças para a procurar?
- Sim, a Fé é um Dom absoluto. Não se consegue à força de planos e de esforços.
- Mas tu falaste em nunca desistir…
- De ver, apenas. De ver um dia surgir no coração a Fé, a única força que nos pode tornar felizes.
- O que é não desistir de ver?
- É querer muito. É esperar muito. É pedir muito…
A incapacidade que sinto neste momento é tal, que nem de ter Fé me julgo capaz. E, a ser assim, eu não deveria sequer iniciar este texto, já que é suposto ser ele, desde a primeira letra, desde o próprio titulo numérico, Palavra viva de Deus, que só pela Fé alguém pode transmitir.
Mas eu, dominado pela sensação de que nem capaz sou de ter Fé, continuo a escrever. E nem sequer admito em mim a mínima possibilidade de, ao menos conscientemente, eu ofender Deus, o que seria o caso se eu continuasse a escrever convencido, por uma qualquer via, de que não vem de Deus o que estou escrevendo. A Fé pode, portanto, existir na própria sensação de não ter Fé! É mesmo nesta extrema indigência que está a essência da Fé: ela nasce justamente onde as nossas capacidades entram em colapso.
Esforço-me por continuar a escrever, à procura, talvez, das raízes da Fé, mas o meu espírito, cansado, distrai-se e divaga.
- Maria, não consigo escrever mais, se me não vieres ajudar.
- E qual é o teu mais forte desejo neste momento?
- Dizer às pessoas que nunca desistam de ver um dia despertar-lhes no coração a Fé verdadeira, aquela que arrasa montanhas com uma só palavra.
- E uma Fé assim é aquela que nasce onde já nem há forças para a procurar?
- Sim, a Fé é um Dom absoluto. Não se consegue à força de planos e de esforços.
- Mas tu falaste em nunca desistir…
- De ver, apenas. De ver um dia surgir no coração a Fé, a única força que nos pode tornar felizes.
- O que é não desistir de ver?
- É querer muito. É esperar muito. É pedir muito…
Subscrever:
Mensagens (Atom)