- 11:13:50/1
Pode o Céu deixar-nos chegar ao limite das nossas forças, porque é preciso que o nosso coração alargue, se robusteça e assim esteja preparado para se entregar a horizontes sempre mais vastos. Mas nunca somos abandonados nesta situação extrema: quando isso parece, de facto, estar acontecendo, como no caso desta vigília, em que a situação extrema de ausência de Fé se prolonga finalmente na perspectiva de a Hora não vir a acontecer em nenhum dos prazos esperados, ainda aqui Deus está actuando e da forma mais intensa e terna, ampliando para dimensões desconhecidas a nossa Fé e atenuando o sofrimento que daí nos advém com gestos e palavras carinhosas.
Repare-se no gesto de Maria, ao fim da vigília: não há palavras, porque elas só viriam perturbar este mergulho interior no Desconhecido; há só um gesto mudo dizendo-me, naquela Voz que só o coração ouve até às suas íntimas fibras, que vou bem, que vou aguentar, que é muito bom o que se está operando em mim, que todo o Céu me está amando muito. E veja-se agora o que esta folha marcava, na Profecia da minha companheira Vassula: “Que o Meu jugo em ti seja suave e não seja para ti um fardo, e acabará por não ficar em ti qualquer sinal de fadiga” (28/11/96). O cansaço é, de facto, claramente a minha situação dominante dos últimos dias, a ponto de me parecer estar devorando todas as minhas energias. Sei, assim, que esta situação vai ser ultrapassada, sem deixar em mim o menor sinal de fadiga, porque situações destas nunca as tenho sentido como uma carga pura, como um fardo apenas, mas como passos necessários e prenunciadores de uma nova, particularmente vigorosa subida da onda da Vida. Por isso é aqui, neste passo que parece de morte, que não só é possível manter-se a nossa Alegria, mas que ela se torna perfeita!
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
369 — Pressão satânica
11/1/07- 5:26
- Como vês, Maria, tenho tanta dificuldade em escrever, que até me interrogo se isto não será um Sinal de que devo parar por aqui a escrita.
- Já leste os Sinais numéricos?
- Já. Dizem que Jesus me ama muito e que o Diabo me odeia muito.
- Onde é que vês o “muito”?
- No facto de 52 sempre ter significado para mim uma união íntima com Jesus e nesta imagem me ver afastado de Jesus e amarrado ao Diabo. Ora para assim me manter, o Diabo tem que exercer “muita” violência sobre mim.
- Então está tudo explicado, não? É o Diabo que te quer calado a todo o custo!
- Será… De facto, já me apareceu também a imagem 5:46, em que eu apareço como aquele que fala em Nome de Deus. Mas porquê esta violência agora?
- Em algum momento te viste liberto da pressão satânica?
- Na verdade, tirando talvez os primeiros tempos da minha conversão, tenho vivido numa permanente luta contra as suas arremetidas.
- E viste já também onde está a lógica dessa situação, que parece absurda, uma vez que, tendo tu escolhido Deus, ele não dá um passo na tua vida sem que Deus lho permita!?
- Sim, vejo que o Pai lhe permite comigo aquilo que lhe permitiu com Jesus: eu devo visualizar a Incarnação Permanente do Verbo.
- O Diabo, então, é a presença permanente na tua vida do reino da Carne que ele mantém prisioneira e em que tu deverás incarnar!?
- Sim, faz todo os sentido que assim seja: ele tem que ter um permanente cuidado com aqueles que permanentemente lhe ameaçam o reino.
- Mas tu dizes sentir agora uma especial violência; seria lógico que para isso houvesse também um motivo especial, não?
- Sim, seria, mas não estou a ver nada… A não ser que esteja acelerando-se a aproximação da Hora e ele pretenda a todo o custo calar e desacreditar esta Voz.
- E como a desacreditaria?
- Levando-me a escrever sem conteúdos e sem forças, penosamente, de modo a convencer as pessoas de que eu estou escrevendo sem nenhuma Fé, que toda esta Obra é, afinal, construção minha.
- Agora escreve o que acabas de sentir.
- Que esta própria justificação está sendo forjada apenas pela lógica, que a Hora continuará sem aparecer e que portanto os próprios factos se encarregarão de me desacreditar.
Maria só me abraça e acaricia agora em silêncio…
São 7:00!!
- Como vês, Maria, tenho tanta dificuldade em escrever, que até me interrogo se isto não será um Sinal de que devo parar por aqui a escrita.
- Já leste os Sinais numéricos?
- Já. Dizem que Jesus me ama muito e que o Diabo me odeia muito.
- Onde é que vês o “muito”?
- No facto de 52 sempre ter significado para mim uma união íntima com Jesus e nesta imagem me ver afastado de Jesus e amarrado ao Diabo. Ora para assim me manter, o Diabo tem que exercer “muita” violência sobre mim.
- Então está tudo explicado, não? É o Diabo que te quer calado a todo o custo!
- Será… De facto, já me apareceu também a imagem 5:46, em que eu apareço como aquele que fala em Nome de Deus. Mas porquê esta violência agora?
- Em algum momento te viste liberto da pressão satânica?
- Na verdade, tirando talvez os primeiros tempos da minha conversão, tenho vivido numa permanente luta contra as suas arremetidas.
- E viste já também onde está a lógica dessa situação, que parece absurda, uma vez que, tendo tu escolhido Deus, ele não dá um passo na tua vida sem que Deus lho permita!?
- Sim, vejo que o Pai lhe permite comigo aquilo que lhe permitiu com Jesus: eu devo visualizar a Incarnação Permanente do Verbo.
- O Diabo, então, é a presença permanente na tua vida do reino da Carne que ele mantém prisioneira e em que tu deverás incarnar!?
- Sim, faz todo os sentido que assim seja: ele tem que ter um permanente cuidado com aqueles que permanentemente lhe ameaçam o reino.
- Mas tu dizes sentir agora uma especial violência; seria lógico que para isso houvesse também um motivo especial, não?
- Sim, seria, mas não estou a ver nada… A não ser que esteja acelerando-se a aproximação da Hora e ele pretenda a todo o custo calar e desacreditar esta Voz.
- E como a desacreditaria?
- Levando-me a escrever sem conteúdos e sem forças, penosamente, de modo a convencer as pessoas de que eu estou escrevendo sem nenhuma Fé, que toda esta Obra é, afinal, construção minha.
- Agora escreve o que acabas de sentir.
- Que esta própria justificação está sendo forjada apenas pela lógica, que a Hora continuará sem aparecer e que portanto os próprios factos se encarregarão de me desacreditar.
Maria só me abraça e acaricia agora em silêncio…
São 7:00!!
quarta-feira, 23 de março de 2011
368 — Incarnar até à falta de Fé
- 19:52:31
- É preciso incarnar até à falta de Fé - é esta a mensagem do dia de hoje, Maria?
- Daquilo que viveste hoje, diz-Me: depois do ponto em que não sabias mais da tua Fé, que encontraste?
- Encontrei aquilo que me fez continuar a escrever.
- Uma vez que, segundo afirmaste, sem a Fé não te seria possível escrever, devo deduzir que, para lá desse ponto em que não sentiste mais a Fé, o que encontraste foi ainda a Fé!?
- Sim: eu escrevi também que a essência da Fé está justamente na entrega ao absoluto Desconhecido, lá onde ninguém nos pode garantir nada.
- Julgo estar vendo uma Luz surgindo dentro de ti… Essa entrega a um mundo onde ninguém pode garantir nada deve então exercer uma enorme sedução - neste caso sobre ti!?
- Sim, a par da dor de nada ver, de nada sentir, de nada ter a que me agarrar, mora nesse território uma permanente sedução que me arrasta.
- Sem saberes para onde?
- Sim. E acho que está aí a sedução: se eu soubesse aonde me levaria a minha entrega, não estaria lançando o pé para o absoluto Desconhecido. E o que seduz é justamente o facto de tudo ser desconhecido.
- Desconhecido mas bom. Não é só o Bem que lá esperas?
- Sim: A Fé não pode encontrar outra coisa senão Deus - o puro Bem!
- É preciso incarnar até à falta de Fé - é esta a mensagem do dia de hoje, Maria?
- Daquilo que viveste hoje, diz-Me: depois do ponto em que não sabias mais da tua Fé, que encontraste?
- Encontrei aquilo que me fez continuar a escrever.
- Uma vez que, segundo afirmaste, sem a Fé não te seria possível escrever, devo deduzir que, para lá desse ponto em que não sentiste mais a Fé, o que encontraste foi ainda a Fé!?
- Sim: eu escrevi também que a essência da Fé está justamente na entrega ao absoluto Desconhecido, lá onde ninguém nos pode garantir nada.
- Julgo estar vendo uma Luz surgindo dentro de ti… Essa entrega a um mundo onde ninguém pode garantir nada deve então exercer uma enorme sedução - neste caso sobre ti!?
- Sim, a par da dor de nada ver, de nada sentir, de nada ter a que me agarrar, mora nesse território uma permanente sedução que me arrasta.
- Sem saberes para onde?
- Sim. E acho que está aí a sedução: se eu soubesse aonde me levaria a minha entrega, não estaria lançando o pé para o absoluto Desconhecido. E o que seduz é justamente o facto de tudo ser desconhecido.
- Desconhecido mas bom. Não é só o Bem que lá esperas?
- Sim: A Fé não pode encontrar outra coisa senão Deus - o puro Bem!
terça-feira, 22 de março de 2011
367 — Não se sentir nem capaz de ter Fé
- 11:42:38
A incapacidade que sinto neste momento é tal, que nem de ter Fé me julgo capaz. E, a ser assim, eu não deveria sequer iniciar este texto, já que é suposto ser ele, desde a primeira letra, desde o próprio titulo numérico, Palavra viva de Deus, que só pela Fé alguém pode transmitir.
Mas eu, dominado pela sensação de que nem capaz sou de ter Fé, continuo a escrever. E nem sequer admito em mim a mínima possibilidade de, ao menos conscientemente, eu ofender Deus, o que seria o caso se eu continuasse a escrever convencido, por uma qualquer via, de que não vem de Deus o que estou escrevendo. A Fé pode, portanto, existir na própria sensação de não ter Fé! É mesmo nesta extrema indigência que está a essência da Fé: ela nasce justamente onde as nossas capacidades entram em colapso.
Esforço-me por continuar a escrever, à procura, talvez, das raízes da Fé, mas o meu espírito, cansado, distrai-se e divaga.
- Maria, não consigo escrever mais, se me não vieres ajudar.
- E qual é o teu mais forte desejo neste momento?
- Dizer às pessoas que nunca desistam de ver um dia despertar-lhes no coração a Fé verdadeira, aquela que arrasa montanhas com uma só palavra.
- E uma Fé assim é aquela que nasce onde já nem há forças para a procurar?
- Sim, a Fé é um Dom absoluto. Não se consegue à força de planos e de esforços.
- Mas tu falaste em nunca desistir…
- De ver, apenas. De ver um dia surgir no coração a Fé, a única força que nos pode tornar felizes.
- O que é não desistir de ver?
- É querer muito. É esperar muito. É pedir muito…
A incapacidade que sinto neste momento é tal, que nem de ter Fé me julgo capaz. E, a ser assim, eu não deveria sequer iniciar este texto, já que é suposto ser ele, desde a primeira letra, desde o próprio titulo numérico, Palavra viva de Deus, que só pela Fé alguém pode transmitir.
Mas eu, dominado pela sensação de que nem capaz sou de ter Fé, continuo a escrever. E nem sequer admito em mim a mínima possibilidade de, ao menos conscientemente, eu ofender Deus, o que seria o caso se eu continuasse a escrever convencido, por uma qualquer via, de que não vem de Deus o que estou escrevendo. A Fé pode, portanto, existir na própria sensação de não ter Fé! É mesmo nesta extrema indigência que está a essência da Fé: ela nasce justamente onde as nossas capacidades entram em colapso.
Esforço-me por continuar a escrever, à procura, talvez, das raízes da Fé, mas o meu espírito, cansado, distrai-se e divaga.
- Maria, não consigo escrever mais, se me não vieres ajudar.
- E qual é o teu mais forte desejo neste momento?
- Dizer às pessoas que nunca desistam de ver um dia despertar-lhes no coração a Fé verdadeira, aquela que arrasa montanhas com uma só palavra.
- E uma Fé assim é aquela que nasce onde já nem há forças para a procurar?
- Sim, a Fé é um Dom absoluto. Não se consegue à força de planos e de esforços.
- Mas tu falaste em nunca desistir…
- De ver, apenas. De ver um dia surgir no coração a Fé, a única força que nos pode tornar felizes.
- O que é não desistir de ver?
- É querer muito. É esperar muito. É pedir muito…
segunda-feira, 21 de março de 2011
366 — O fascínio de uma insignificância desajeitada
10/1/07 - 5:35
- Hoje não sei mesmo por onde avançar, Maria; preciso do estímulo das Tuas palavras.
- Sabes que não há nada sem importância em nós. Podes começar por essa leve sensação que te percorreu.
- Sim, foi uma sensação leve, mas repentina, despoletada pela própria escrita. Ia escrever Companheira e escrevi Maria, por me parecer mais próximo e íntimo do que Companheira, mas logo a seguir escrevi Tuas com maiúscula, como de costume, mas este facto logo me remeteu para a Tua condição de Mãe de Deus e Rainha do Céu, o que contrasta fortemente com o tratamento íntimo de Maria.
- Achaste estranho teres a Mãe de Deus e Rainha do Céu como simplesmente a tua Maria!?
- Achei, de repente, quase um milagre! Como pode Quem tem tal lugar no Coração de Deus e rege o Universo todo estar aqui neste frio de Janeiro em tão natural e íntima união com esta desajeitada insignificância que neste canto desconhecido da Terra escreve?
- Sentes-te mesmo uma insignificância desajeitada?
- Sim, julgo que não é fingimento ou uma simples força de expressão: só as pessoas mesmo muito próximas, uma meia dúzia, sabem alguma coisa da vida que levo, só para elas a minha vida tem algum interesse, e sinto as energias da minha carne cada vez mais débeis.
- E isso não será motivo suficiente para a Mãe de Deus e Rainha do Céu te amar com toda a Sua ternura?
- Mas aqui, ao meu nível, assim tu-cá-tu-lá, como se tivesses só as mesmas débeis energias que eu?
- Um amor grande só pode estar a uma distância grande?
- Pois…perguntado assim, não faz muito sentido, de facto… Mas parece fazer sentido que um amor assim grande não caiba numa insignificância com aquela em que Te vejo!
- Ah! Também Eu só uma insignificância!
- Saiu-me assim…
- Desajeitada?
- Isso não! Nunca me teria ocorrido aplicar a Ti a palavra desajeitada. Tu és sempre bem jeitosinha.
- Atraente?
- Fascinante!
- Muito?
- Até ao delírio, ou ao desfalecimento.
- Ah, sim? E tudo isso cabe na insignificante Maria que está junto de ti?
- Pelos vistos, cabe. E quando esse fascínio se atenua, claramente a causa não está em Ti, mas na minha incapacidade.
- Já alguma vez te disseram que é justamente a tua incapacidade, a tua insignificância desajeitada que Me fascinam até ao delírio, ou ao desfalecimento?
- São 8:20!
- Hoje não sei mesmo por onde avançar, Maria; preciso do estímulo das Tuas palavras.
- Sabes que não há nada sem importância em nós. Podes começar por essa leve sensação que te percorreu.
- Sim, foi uma sensação leve, mas repentina, despoletada pela própria escrita. Ia escrever Companheira e escrevi Maria, por me parecer mais próximo e íntimo do que Companheira, mas logo a seguir escrevi Tuas com maiúscula, como de costume, mas este facto logo me remeteu para a Tua condição de Mãe de Deus e Rainha do Céu, o que contrasta fortemente com o tratamento íntimo de Maria.
- Achaste estranho teres a Mãe de Deus e Rainha do Céu como simplesmente a tua Maria!?
- Achei, de repente, quase um milagre! Como pode Quem tem tal lugar no Coração de Deus e rege o Universo todo estar aqui neste frio de Janeiro em tão natural e íntima união com esta desajeitada insignificância que neste canto desconhecido da Terra escreve?
- Sentes-te mesmo uma insignificância desajeitada?
- Sim, julgo que não é fingimento ou uma simples força de expressão: só as pessoas mesmo muito próximas, uma meia dúzia, sabem alguma coisa da vida que levo, só para elas a minha vida tem algum interesse, e sinto as energias da minha carne cada vez mais débeis.
- E isso não será motivo suficiente para a Mãe de Deus e Rainha do Céu te amar com toda a Sua ternura?
- Mas aqui, ao meu nível, assim tu-cá-tu-lá, como se tivesses só as mesmas débeis energias que eu?
- Um amor grande só pode estar a uma distância grande?
- Pois…perguntado assim, não faz muito sentido, de facto… Mas parece fazer sentido que um amor assim grande não caiba numa insignificância com aquela em que Te vejo!
- Ah! Também Eu só uma insignificância!
- Saiu-me assim…
- Desajeitada?
- Isso não! Nunca me teria ocorrido aplicar a Ti a palavra desajeitada. Tu és sempre bem jeitosinha.
- Atraente?
- Fascinante!
- Muito?
- Até ao delírio, ou ao desfalecimento.
- Ah, sim? E tudo isso cabe na insignificante Maria que está junto de ti?
- Pelos vistos, cabe. E quando esse fascínio se atenua, claramente a causa não está em Ti, mas na minha incapacidade.
- Já alguma vez te disseram que é justamente a tua incapacidade, a tua insignificância desajeitada que Me fascinam até ao delírio, ou ao desfalecimento?
- São 8:20!
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