8/1/07 - 4:20
- Maria, diz-me: há muitas Testemunhas e Profetas verdadeiros em toda a terra, não há?
- Estás a pensar mesmo em pessoas que não conhecem Jesus?
- Sim, mesmo nesses. Veja-se o caso dos Profetas bíblicos anteriores a Jesus.
- Mas tu dizes que mesmo nesses falava Jesus!
- Sim, Jesus é a eterna Palavra de Deus: quando Deus fala, é sempre pelo Verbo que Ele Se comunica, mesmo que só “na plenitude dos tempos” o Verbo tenha incarnado. Mas por isso mesmo: se Ele ama por igual, indiscriminadamente, todas as pessoas, o mais natural é que desde o início Ele tenha tentado manifestar-Se e dialogar com os homens, por processos variadíssimos… Estou pensando, por exemplo, naqueles que adoravam o sol, a lua e outros elementos vários da Natureza, naqueles que transmitiam “oráculos” supostamente captados no Além, em “filósofos” perseguidos pelo anúncio que faziam…
- Mas havia adorações interesseiras, oráculos impostores, filósofos perversos, não?
- Claro! É isso que nos leva, certamente, a nivelar tudo pela mesma medida, confundindo o bem com o mal, como é próprio do reino satânico em que vivemos.
- Mas desde o início o chamado Povo eleito de Deus se demarcou dos outros povos, proclamando que, ele apenas, tivera o privilégio de conhecer o Deus verdadeiro…
- É verdade. Sobretudo era clara a rejeição dos ídolos dos outros povos, feitos por mãos humanas. Mas o aparecimento deste Povo, que pela primeira vez adorava um Deus pessoal invisível, não pode significar que Deus tenha abandonado os outros povos, mas que estava tentando comunicar com eles por outra forma…
- De que forma?
- Falando-lhes pessoalmente, através deste Povo.
- Trata-se então de um Povo-Profeta!?
- Exactamente. Mas isso não implica que nos outros povos não tenha havido também verdadeiros Profetas encaminhando-os para o encontro com este Povo, a quem Deus concedeu um Carisma específico entre os Carismas específicos dos outros povos…
- Mais um Mistério, não é, meu querido Profeta?
- Sim, imenso e perturbador… Podemos entrar nele juntos?
São 7:11!
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
359 — “Diálogo com os Anjos” — um livro surpreendente
- 20:09:21
- Como Tu sabes, Maria, passei hoje por uma livraria e vi lá exposto este título: “Diálogo com os Anjos”. Comprei o livro e comecei já a ler… É uma mensagem surpreendente!
- Sentes-te identificado com ela?
- Sim, para já estou fortemente seduzido pela leitura: há várias coisas em comum com a Vassula, comigo, por exemplo.
- Aponta uma, para já.
- O total fascínio que o “Anjo” exerce sobre a sua interlocutora.
- E como te decidiste a comprar um livro, que até é caro, sem conheceres o seu conteúdo?
- Li, na própria livraria, a introdução, e quis-me parecer um caso deveras interessante…
- Aponta um ou outro elemento que mais tenha despertado o teu interesse.
- O facto de três pessoas envolvidas nos diálogos serem judeus e uma cristã, “mas nenhum deles praticava a sua religião”; o facto de as mensagens terem ficado escondidas durante 33 anos; o facto de elas serem transmitidas em diálogo…
- E também houve alguma relutância em adquirir o livro…
- Houve: ele poderia perturbar estes Diálogos…
- E como ultrapassaste a indecisão?
- Vi os Sinais no relógio. Estava lá 47, que me fala de Anúncio e de Paz.
- Como Tu sabes, Maria, passei hoje por uma livraria e vi lá exposto este título: “Diálogo com os Anjos”. Comprei o livro e comecei já a ler… É uma mensagem surpreendente!
- Sentes-te identificado com ela?
- Sim, para já estou fortemente seduzido pela leitura: há várias coisas em comum com a Vassula, comigo, por exemplo.
- Aponta uma, para já.
- O total fascínio que o “Anjo” exerce sobre a sua interlocutora.
- E como te decidiste a comprar um livro, que até é caro, sem conheceres o seu conteúdo?
- Li, na própria livraria, a introdução, e quis-me parecer um caso deveras interessante…
- Aponta um ou outro elemento que mais tenha despertado o teu interesse.
- O facto de três pessoas envolvidas nos diálogos serem judeus e uma cristã, “mas nenhum deles praticava a sua religião”; o facto de as mensagens terem ficado escondidas durante 33 anos; o facto de elas serem transmitidas em diálogo…
- E também houve alguma relutância em adquirir o livro…
- Houve: ele poderia perturbar estes Diálogos…
- E como ultrapassaste a indecisão?
- Vi os Sinais no relógio. Estava lá 47, que me fala de Anúncio e de Paz.
domingo, 13 de março de 2011
358 — O poder purificador do sofrimento
- 13:08:07
Escrevi já que, por me ser dado a ler o mesmo volume destes Diálogos três vezes seguidas, eu continuo sentindo neles Tudo Novo. E acontece descobrir sempre, nesta repetição da leitura, um motivo: há aí textos que me ajudam na fixação dos textos que estou escrevendo, quer abrindo mais a Luz, quer confirmando o que acabo de escrever.
Ouça-se este pequeno extracto do diálogo com a Senhora em 29/11/03:
“- Já vi que quando no Amor sentes misturada alguma Dor, chamas-lhe quente. Gostava que tentasses explicar porquê”.
- Talvez porque sinto no amor dolorido água e fogo misturados, a água matando a sede e o fogo purificando”.
Ora a vigília de hoje tinha focado justamente esta situação: o Paraíso pode já existir aqui, antes que a última gota da Dor desapareça para sempre do Universo. Porque o nosso Deus nunca poderá deixar de sofrer enquanto em alguma das Suas criaturas houver uma réstia de sofrimento. Como não hão-de sofrer com Ele aqueles que O amam como Ele os ama? Assim as palavras que agora li confirmam que o Amor, mmisturado com a Dor, não é menos forte; é até mais “quente”, traz mais fogo dentro de si. Sempre na Escritura o fogo está associado à purificação; nunca à destruição pura. No novo Paraíso estará sempre presente, portanto, este fogo purificador, até que nada mais haja para purificar. Pode ser difícil entendermos isto antes de acontecer. Mas, se atentarmos bem na nossa própria experiência, verificaremos que a maior intensidade do nosso amor acontece não quando tudo corre bem, mas nos momentos em que mais sofremos. Porque o sofrimento purifica!
Escrevi já que, por me ser dado a ler o mesmo volume destes Diálogos três vezes seguidas, eu continuo sentindo neles Tudo Novo. E acontece descobrir sempre, nesta repetição da leitura, um motivo: há aí textos que me ajudam na fixação dos textos que estou escrevendo, quer abrindo mais a Luz, quer confirmando o que acabo de escrever.
Ouça-se este pequeno extracto do diálogo com a Senhora em 29/11/03:
“- Já vi que quando no Amor sentes misturada alguma Dor, chamas-lhe quente. Gostava que tentasses explicar porquê”.
- Talvez porque sinto no amor dolorido água e fogo misturados, a água matando a sede e o fogo purificando”.
Ora a vigília de hoje tinha focado justamente esta situação: o Paraíso pode já existir aqui, antes que a última gota da Dor desapareça para sempre do Universo. Porque o nosso Deus nunca poderá deixar de sofrer enquanto em alguma das Suas criaturas houver uma réstia de sofrimento. Como não hão-de sofrer com Ele aqueles que O amam como Ele os ama? Assim as palavras que agora li confirmam que o Amor, mmisturado com a Dor, não é menos forte; é até mais “quente”, traz mais fogo dentro de si. Sempre na Escritura o fogo está associado à purificação; nunca à destruição pura. No novo Paraíso estará sempre presente, portanto, este fogo purificador, até que nada mais haja para purificar. Pode ser difícil entendermos isto antes de acontecer. Mas, se atentarmos bem na nossa própria experiência, verificaremos que a maior intensidade do nosso amor acontece não quando tudo corre bem, mas nos momentos em que mais sofremos. Porque o sofrimento purifica!
sábado, 12 de março de 2011
357 — Primeiro o Novo Paraíso surgirá nos corações
7/1/07 - 5:57
- Novamente Te pergunto, Maria: como vamos conseguir que esta Igreja se deixe morrer? Vês o que ela tem que deixar?
- É uma impossibilidade, não é?
- Claramente. Só um milagre.
- Mas tu falas numa impossibilidade muito mais vasta: tu queres que não só a Igreja mas todas as nações da terra deixem cair até ao desaparecimento completo toda a Civilização - a própria Obra que desde o início da sua existência vêm levantando e constitui toda a sua glória!
- É verdade! É tudo tão enorme, Companheira, o que eu sonho e desejo…
- E crês realizado em breve, não?
- Essa é outra: eu não me contento em ver a Civilização desaparecer; eu visiono-a começando a cair ainda no tempo da minha vida terrena!
- Então, das duas, uma: ou este é de facto um Acontecimento de um gigantismo inimaginável, nunca visto em toda a História, ou esta Profecia, também gigante como nunca se viu, não passa de um inventário de todos os sonhos da Humanidade, até hoje na verdade recalcados porque, ao que se vê, embora já presentes em todas as outras Profecias, nunca se viram realizados!
- Parece ser essa, de facto, a situação que se impõe, ao considerarmos o que aqui se anuncia: se o Acontecimento surgir, só pode ser de uma dimensão inimaginável; se não surgir proximamente e de forma indesmentível, esta Profecia, apesar da vastidão e do radicalismo do seu Anúncio, será apenas uma espécie de compilação de todos os grandes e pequenos sonhos da Humanidade, a que não se atribuirá maior força que a todas as outras, que até hoje não conseguiram ser mais que vozes pregando no Deserto.
- A tua Fé, no entanto, parece dizer que desta vez não vai ser assim: todos os Profetas de todos os tempos irão hoje ser ouvidos. Isto é, acontecerá hoje na terra aquilo que até hoje nunca aconteceu!
- Sim: a nossa Obra será vista como Mentira e cairá toda com rapidez fulminante. Então aqui mesmo, nesta mesma Terra devastada que hoje pisamos, será de novo o Paraíso, mais belo que o primeiro.
- Imaginas que isso estará feito, digamos, daqui a cem anos?
- Se daqui a cem anos tivéssemos aqui já o novo Paraíso levantando-se sobre as ruínas abandonadas da Civilização, sem dúvida que tudo se teria passado com rapidez fulminante, relativamente ao tempo de existência da Humanidade.
- Perguntei se, na tua visão, temos de novo o Paraíso, agora na terra inteira, daqui a cem anos.
- Sabemos que, quando se trata de prazos, nem Deus os pode garantir. Mas eu vejo ainda antes de cem anos o Paraíso realizado nos corações de uma incontável multidão.
- Não acabas de anunciar uma desilusão? Não é isso, afinal, o que tem acontecido até hoje? Que importa estar realizado o Paraíso nos corações, se não se vê realizado fora? Não se trata ainda dos mesmos sonhos recalcados de sempre?
- Não, desta vez não são sonhos recalcados; desta vez os corações saberão iminente o que neles já está realizado. Vejo um movimento irreprimível, avassalador, que apenas não se materializa imediatamente por verdadeiro amor concreto às pessoas para quem não tiver chegado ainda a hora de se lhes abrirem os olhos.
- E é possível que nada mexa fora, quando dentro tudo está mudado?
- Não, não é possível. Vejo sinais e prodígios por toda a terra, de que todos darão notícia uns aos outros, com incontida alegria. E vejo por toda a parte iniciativas concretas preanunciando já o abandono irreversível da Obra da Mentira que levantámos.
- Se esperarmos assim que se abram os olhos de todos, até ao último, o Paraíso de que falas, sem mancha, levará então muitas centenas de anos a estabelecer-se aqui!?
- Mais uma vez, é sempre inútil tentar estabelecer prazos, no tempo. Sabemos que o último vestígio da Maldade e portanto do Sofrimento só desaparecerá na Consumação dos Séculos. Sabemos que, até lá, o Sacrifício do nosso Redentor será ininterrupto. Sabemos até que um Dia longínquo haverá uma outra, definitiva Batalha, indício claro e que a Maldade nunca chegou a afastar-se por completo da Terra e pôde até recrudescer. Mas a certeza da vitória final fará com que o Sofrimento dê uma cor mais intensa ao nosso Paraíso!
São 8:13!
- Novamente Te pergunto, Maria: como vamos conseguir que esta Igreja se deixe morrer? Vês o que ela tem que deixar?
- É uma impossibilidade, não é?
- Claramente. Só um milagre.
- Mas tu falas numa impossibilidade muito mais vasta: tu queres que não só a Igreja mas todas as nações da terra deixem cair até ao desaparecimento completo toda a Civilização - a própria Obra que desde o início da sua existência vêm levantando e constitui toda a sua glória!
- É verdade! É tudo tão enorme, Companheira, o que eu sonho e desejo…
- E crês realizado em breve, não?
- Essa é outra: eu não me contento em ver a Civilização desaparecer; eu visiono-a começando a cair ainda no tempo da minha vida terrena!
- Então, das duas, uma: ou este é de facto um Acontecimento de um gigantismo inimaginável, nunca visto em toda a História, ou esta Profecia, também gigante como nunca se viu, não passa de um inventário de todos os sonhos da Humanidade, até hoje na verdade recalcados porque, ao que se vê, embora já presentes em todas as outras Profecias, nunca se viram realizados!
- Parece ser essa, de facto, a situação que se impõe, ao considerarmos o que aqui se anuncia: se o Acontecimento surgir, só pode ser de uma dimensão inimaginável; se não surgir proximamente e de forma indesmentível, esta Profecia, apesar da vastidão e do radicalismo do seu Anúncio, será apenas uma espécie de compilação de todos os grandes e pequenos sonhos da Humanidade, a que não se atribuirá maior força que a todas as outras, que até hoje não conseguiram ser mais que vozes pregando no Deserto.
- A tua Fé, no entanto, parece dizer que desta vez não vai ser assim: todos os Profetas de todos os tempos irão hoje ser ouvidos. Isto é, acontecerá hoje na terra aquilo que até hoje nunca aconteceu!
- Sim: a nossa Obra será vista como Mentira e cairá toda com rapidez fulminante. Então aqui mesmo, nesta mesma Terra devastada que hoje pisamos, será de novo o Paraíso, mais belo que o primeiro.
- Imaginas que isso estará feito, digamos, daqui a cem anos?
- Se daqui a cem anos tivéssemos aqui já o novo Paraíso levantando-se sobre as ruínas abandonadas da Civilização, sem dúvida que tudo se teria passado com rapidez fulminante, relativamente ao tempo de existência da Humanidade.
- Perguntei se, na tua visão, temos de novo o Paraíso, agora na terra inteira, daqui a cem anos.
- Sabemos que, quando se trata de prazos, nem Deus os pode garantir. Mas eu vejo ainda antes de cem anos o Paraíso realizado nos corações de uma incontável multidão.
- Não acabas de anunciar uma desilusão? Não é isso, afinal, o que tem acontecido até hoje? Que importa estar realizado o Paraíso nos corações, se não se vê realizado fora? Não se trata ainda dos mesmos sonhos recalcados de sempre?
- Não, desta vez não são sonhos recalcados; desta vez os corações saberão iminente o que neles já está realizado. Vejo um movimento irreprimível, avassalador, que apenas não se materializa imediatamente por verdadeiro amor concreto às pessoas para quem não tiver chegado ainda a hora de se lhes abrirem os olhos.
- E é possível que nada mexa fora, quando dentro tudo está mudado?
- Não, não é possível. Vejo sinais e prodígios por toda a terra, de que todos darão notícia uns aos outros, com incontida alegria. E vejo por toda a parte iniciativas concretas preanunciando já o abandono irreversível da Obra da Mentira que levantámos.
- Se esperarmos assim que se abram os olhos de todos, até ao último, o Paraíso de que falas, sem mancha, levará então muitas centenas de anos a estabelecer-se aqui!?
- Mais uma vez, é sempre inútil tentar estabelecer prazos, no tempo. Sabemos que o último vestígio da Maldade e portanto do Sofrimento só desaparecerá na Consumação dos Séculos. Sabemos que, até lá, o Sacrifício do nosso Redentor será ininterrupto. Sabemos até que um Dia longínquo haverá uma outra, definitiva Batalha, indício claro e que a Maldade nunca chegou a afastar-se por completo da Terra e pôde até recrudescer. Mas a certeza da vitória final fará com que o Sofrimento dê uma cor mais intensa ao nosso Paraíso!
São 8:13!
sexta-feira, 11 de março de 2011
356 — Acaso acontecido e acaso encomendado
6/1/07 - 2:37
- Ah, Maria, se conseguíssemos convencer a Igreja que temos a deixar-se morrer!…
- Porquê esse tema hoje?
- Não sei: estava-me ele agora no coração sem que o tivesse procurado.
- Mais um acaso, portanto, a que te entregaste!?
- Sim. Mas este é diferente do de ontem, o dos papelinhos com as siglas dos livros, em que eu procuro deliberadamente o acaso: sou eu que tiro o papelinho “à sorte”; aqui é a “sorte” que vem ter comigo sem eu a procurar.
- E qual é a diferença?
- No caso dos papelinhos eu tenho a iniciativa; neste caso a iniciativa não é claramente minha.
- Diríamos então que neste caso é o Espírito que te faz uma surpresa; no outro és tu que pedes ao Espírito que te surpreenda, escolhendo o livro que te deve acompanhar!?
- Assim entendi sempre. Mas ontem, como referi, também de surpresa me caiu no espírito a dúvida se não estarei a ser comodista ao querer que o Espírito me substitua. Eu estaria então a instrumentalizá-Lo ao meu serviço.
- E qual seria a alternativa?
- Tirar eu um livro da estante, também ao calha.
- E, neste caso, achas que tiravas três vezes seguidas o mesmo livro?
- Não. Com toda a certeza que não: quando vou tirar um novo papelinho faço sempre o possível para que me não saia o mesmo, revolvendo-os todos várias vezes.
- Apesar do que dissemos já ontem, vejo que continuas com a dúvida. Diz-Me então: que função está desempenhando a dúvida em ti?
- Ela mantém sensível o meu coração. É uma espécie de mensageira lembrando-me do cuidado que devo ter em não magoar o Espírito.
- E então? Continuas ainda com a dúvida?
- Acho que sim: vagamente tenho receio de estar a ser levado pela simples curiosidade de ver o que me vai sair no papelinho, ou de estar a exigir demais do Espírito, sei lá…
- Sempre às apalpadelas no escuro, não? Uma coisa parece certa: o caminho que segues não revela comodismo e continuas de ouvido atento…
- Mas fugimos do tema!
- Nós nunca fugimos do tema quando amamos de verdade. Queres ver? O tema não era conseguir que esta Igreja se deixasse morrer? Vê então se não foi disso que estivemos falando.
- É verdade! Nós estivemos falando precisamente em deixarmo-nos morrer para a nossa iniciativa, entregando-nos radicalmente à iniciativa e à condução do Espírito!
São 6:45!
- Ah, Maria, se conseguíssemos convencer a Igreja que temos a deixar-se morrer!…
- Porquê esse tema hoje?
- Não sei: estava-me ele agora no coração sem que o tivesse procurado.
- Mais um acaso, portanto, a que te entregaste!?
- Sim. Mas este é diferente do de ontem, o dos papelinhos com as siglas dos livros, em que eu procuro deliberadamente o acaso: sou eu que tiro o papelinho “à sorte”; aqui é a “sorte” que vem ter comigo sem eu a procurar.
- E qual é a diferença?
- No caso dos papelinhos eu tenho a iniciativa; neste caso a iniciativa não é claramente minha.
- Diríamos então que neste caso é o Espírito que te faz uma surpresa; no outro és tu que pedes ao Espírito que te surpreenda, escolhendo o livro que te deve acompanhar!?
- Assim entendi sempre. Mas ontem, como referi, também de surpresa me caiu no espírito a dúvida se não estarei a ser comodista ao querer que o Espírito me substitua. Eu estaria então a instrumentalizá-Lo ao meu serviço.
- E qual seria a alternativa?
- Tirar eu um livro da estante, também ao calha.
- E, neste caso, achas que tiravas três vezes seguidas o mesmo livro?
- Não. Com toda a certeza que não: quando vou tirar um novo papelinho faço sempre o possível para que me não saia o mesmo, revolvendo-os todos várias vezes.
- Apesar do que dissemos já ontem, vejo que continuas com a dúvida. Diz-Me então: que função está desempenhando a dúvida em ti?
- Ela mantém sensível o meu coração. É uma espécie de mensageira lembrando-me do cuidado que devo ter em não magoar o Espírito.
- E então? Continuas ainda com a dúvida?
- Acho que sim: vagamente tenho receio de estar a ser levado pela simples curiosidade de ver o que me vai sair no papelinho, ou de estar a exigir demais do Espírito, sei lá…
- Sempre às apalpadelas no escuro, não? Uma coisa parece certa: o caminho que segues não revela comodismo e continuas de ouvido atento…
- Mas fugimos do tema!
- Nós nunca fugimos do tema quando amamos de verdade. Queres ver? O tema não era conseguir que esta Igreja se deixasse morrer? Vê então se não foi disso que estivemos falando.
- É verdade! Nós estivemos falando precisamente em deixarmo-nos morrer para a nossa iniciativa, entregando-nos radicalmente à iniciativa e à condução do Espírito!
São 6:45!
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