4/1/07 - 6:08
- Maria, diz-me: não é perigoso isto de eu me convencer de que tudo quanto faço é bom?
- Claro que é muito perigoso; na verdade, é muito mau. Nunca te foi dito que tudo quanto fazes é bom; pelo contrário, o que te temos repetido continuamente é que tu pecas “sete vezes ao dia” e já sabes o que isto significa…
- Sim, que estou continuamente fazendo asneiras, autênticas injustiças, verdadeiros males.
- Dá um exemplo.
- Quando, recentemente, eu não tive em consideração que o meu cunhado estava doente e respondei na mesma moeda às suas provocações, fazendo-nos voltar à situação conflituosa de sempre, depois de uma tentativa, da parte de ambos, para acabar com o conflito.
- Mas, ao que Me consta, tu não consideraste mal o que fizeste!
- Eu disse que não consegui evitar o que aconteceu e admiti até que talvez fosse pior evitá-lo.
- Deixa ver se entendo: tu fizeste um mal mas, se o tivesses evitado, provocarias um mal pior!?
- Sim, foi isso que Jesus me explicou.
- Então agora tenta também tu explicar a toda a gente o que Jesus te ensinou.
- Não é possível, na situação em que nos encontramos, fazermos só o bem: nós estamos profundamente deformados. Podemos por isso dizer que cada movimento nosso, seja físico, seja mental, é um movimento de deficiente profundo: até esteticamente está, portanto, fazendo mal a quantos connosco se cruzam, enquanto tornam feio o que seria belo. Esta disformidade é de tal maneira já estrutural, que até o bem já não é possível fazê-lo sem incomodar, sem ferir, sem violência.
- Numa carícia, por exemplo, que mal pode haver?
- Para além de poder sair desajeitada ou num tempo inoportuno, ela pode ser até perversa, se for feita pelo impulso da posse, o que acontece muito mais frequentemente do que julgamos, porventura mesmo sempre.
- Não há, portanto, outro remédio senão usar o mal para fazer o bem!?
- Não há outro remédio senão agirmos conforme estamos; importa apenas que no nosso coração esteja acordado já o Amor; então, impelidos por ele, façamos os que fizermos, todos os nossos movimentos, mesmo os violentos, farão o Bem.
São 7:50!
sábado, 5 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
349 — Até parece verdade, o que o Diabo diz
6/10/97 – 1:18
Foi com este mesmo Sinal da Mulher-vestida-de-sol (18) que me deitei esta noite.
– Mãezinha, que me queres?
– Não és tu que desejas alguma coisa de Mim? Aqui estou.
– Eu sei que estás sempre junto de mim, mas isto de assim Te visualizares através do mesmíssimo Sinal ao deitar-me e agora ao acordar, que é vulgarmente visto como uma coincidência apenas, para mim não é, Tu sabes…
– Então o que é, para ti?
– É um carinho Teu.
– E que te diz o Meu carinho?
– Que não estou só; que tenho a minha Mãe comigo.
– E precisas da Minha presença agora de maneira especial?
– Sentiste, Mãe, como eu, esta voz dentro de mim, a dizer que não, que não preciso de Ti para nada, que tenho Jesus e isso me basta?
– Sim, Eu vivo contigo cada momento do teu Deserto.
– E porque deixas o Demónio fazer-me isto?
– Era do Demónio aquela voz?
– Uma voz que Te afasta de Jesus e de mim, de quem mais poderia ser?
– Mas a voz dizia que te concentrasses em Jesus, que Ele está moribundo, caído no Deserto… Uma voz destas pode ser de Satanás?
– Pode. Já Tu e o Teu Jesus me ensinastes a conhecê-lo melhor: é sempre servindo-se de um pretexto bom e justo que ele lança a sua rede; se nos conseguir aprisionar, torna-se-lhe então mais fácil extinguir em nós a própria bondade e justiça que lhe serviram de pretexto.
– Sê agora concreto: se ouvisses essa voz, o que aconteceria?
– Isolava-me de Ti e com isso me afastaria também de Jesus.
– Como? O pretexto não era concentrar-te exclusivamente na situação dramática do teu Mestre?
– Na Ordem do Céu, nada é exclusivamente: toda a acção nasce da Harmonia e se insere numa Unidade indestrutível.
– A Minha presença não te desvia da lastimosa situação de Jesus?
– Vê, Mãezinha, o que o Inimigo me está sugerindo agora de novo: que esta conversa não é própria de quem está junto de um moribundo. E apresenta-me este facto como prova de que ele tinha razão: Tu afastaste-me do problema do meu Mestre… E continua sugerindo-me outras coisas… Ele não pára, Mãe! Porque lhe permites isto?
– Olha: como te apareci Eu, nos Sinais?
– Como Mulher-vestida-de-sol.
– E por isso julgaste que deverias falar Comigo como tua Rainha, não foi?
– Foi, mas algo muito forte mo impedia e me levava a falar Contigo como Mãe.
– E quando Me sentes como Mãe deixas de Me sentir como Rainha?
– Não: o Teu Colo torna-se um refúgio seguro, inexpugnável.
– Como? Não acabas de dizer que o Demónio parece estar fazendo contigo tudo quanto lhe apetece?
– Ah, mas como gostaria que todos vissem a imagem que vejo: Tu só lhe permites isto para me habituares a conhecê-lo bem; mas basta voltares para o Demónio o Azul fundo dos Teus olhos e, mesmo que o Inferno todo me rodeasse, nesse mesmo instante seria, à minha volta e dentro de mim, a gostosa Paz da minha empolgante, invencível Rainha! Vês? Já me puseste a chorar.
– E que fizeram essas lágrimas? Vê com atenção.
– Regaram todo o terreno à minha volta… E, onde era terra pisada de lá ter estado o exército de Satanás, levanta-se agora o cheiro característico de terra viva…
– Estás cansado, não estás, filhinho?
– Não. Deitei-me cedo, tenho ainda muito tempo para dormir. Vamos continuar, Mãe.
– Que Me queres dizer, então?
– Aquela de esta conversa não condizer com a situação do nosso Jesus até parece verdade!…
– Mas não é, filhinho. Repara bem: não O vês mais animado? Não Lhe vês aquele leve sorriso nos lábios? Não O abandonaste tu próprio ontem, por momentos, para ires acima da colina proclamar a Ressurreição de todas as areias do Deserto?
– Pois foi!…
– E sabes para que quis falar contigo especialmente hoje? Parar te dizer que fiquei tão feliz!…
– Por causa daquele sermão às areias?
– Ah, se soubesses como ardo na expectativa de vos ver todos aqui Comigo, ressuscitados, Meus filhinhos!…
– Mas Jesus…
– Vamos continuar a ampará-Lo, com jeitinho… O Dia está tão perto!…
São 3:16/7!
Foi com este mesmo Sinal da Mulher-vestida-de-sol (18) que me deitei esta noite.
– Mãezinha, que me queres?
– Não és tu que desejas alguma coisa de Mim? Aqui estou.
– Eu sei que estás sempre junto de mim, mas isto de assim Te visualizares através do mesmíssimo Sinal ao deitar-me e agora ao acordar, que é vulgarmente visto como uma coincidência apenas, para mim não é, Tu sabes…
– Então o que é, para ti?
– É um carinho Teu.
– E que te diz o Meu carinho?
– Que não estou só; que tenho a minha Mãe comigo.
– E precisas da Minha presença agora de maneira especial?
– Sentiste, Mãe, como eu, esta voz dentro de mim, a dizer que não, que não preciso de Ti para nada, que tenho Jesus e isso me basta?
– Sim, Eu vivo contigo cada momento do teu Deserto.
– E porque deixas o Demónio fazer-me isto?
– Era do Demónio aquela voz?
– Uma voz que Te afasta de Jesus e de mim, de quem mais poderia ser?
– Mas a voz dizia que te concentrasses em Jesus, que Ele está moribundo, caído no Deserto… Uma voz destas pode ser de Satanás?
– Pode. Já Tu e o Teu Jesus me ensinastes a conhecê-lo melhor: é sempre servindo-se de um pretexto bom e justo que ele lança a sua rede; se nos conseguir aprisionar, torna-se-lhe então mais fácil extinguir em nós a própria bondade e justiça que lhe serviram de pretexto.
– Sê agora concreto: se ouvisses essa voz, o que aconteceria?
– Isolava-me de Ti e com isso me afastaria também de Jesus.
– Como? O pretexto não era concentrar-te exclusivamente na situação dramática do teu Mestre?
– Na Ordem do Céu, nada é exclusivamente: toda a acção nasce da Harmonia e se insere numa Unidade indestrutível.
– A Minha presença não te desvia da lastimosa situação de Jesus?
– Vê, Mãezinha, o que o Inimigo me está sugerindo agora de novo: que esta conversa não é própria de quem está junto de um moribundo. E apresenta-me este facto como prova de que ele tinha razão: Tu afastaste-me do problema do meu Mestre… E continua sugerindo-me outras coisas… Ele não pára, Mãe! Porque lhe permites isto?
– Olha: como te apareci Eu, nos Sinais?
– Como Mulher-vestida-de-sol.
– E por isso julgaste que deverias falar Comigo como tua Rainha, não foi?
– Foi, mas algo muito forte mo impedia e me levava a falar Contigo como Mãe.
– E quando Me sentes como Mãe deixas de Me sentir como Rainha?
– Não: o Teu Colo torna-se um refúgio seguro, inexpugnável.
– Como? Não acabas de dizer que o Demónio parece estar fazendo contigo tudo quanto lhe apetece?
– Ah, mas como gostaria que todos vissem a imagem que vejo: Tu só lhe permites isto para me habituares a conhecê-lo bem; mas basta voltares para o Demónio o Azul fundo dos Teus olhos e, mesmo que o Inferno todo me rodeasse, nesse mesmo instante seria, à minha volta e dentro de mim, a gostosa Paz da minha empolgante, invencível Rainha! Vês? Já me puseste a chorar.
– E que fizeram essas lágrimas? Vê com atenção.
– Regaram todo o terreno à minha volta… E, onde era terra pisada de lá ter estado o exército de Satanás, levanta-se agora o cheiro característico de terra viva…
– Estás cansado, não estás, filhinho?
– Não. Deitei-me cedo, tenho ainda muito tempo para dormir. Vamos continuar, Mãe.
– Que Me queres dizer, então?
– Aquela de esta conversa não condizer com a situação do nosso Jesus até parece verdade!…
– Mas não é, filhinho. Repara bem: não O vês mais animado? Não Lhe vês aquele leve sorriso nos lábios? Não O abandonaste tu próprio ontem, por momentos, para ires acima da colina proclamar a Ressurreição de todas as areias do Deserto?
– Pois foi!…
– E sabes para que quis falar contigo especialmente hoje? Parar te dizer que fiquei tão feliz!…
– Por causa daquele sermão às areias?
– Ah, se soubesses como ardo na expectativa de vos ver todos aqui Comigo, ressuscitados, Meus filhinhos!…
– Mas Jesus…
– Vamos continuar a ampará-Lo, com jeitinho… O Dia está tão perto!…
São 3:16/7!
quinta-feira, 3 de março de 2011
348 — Atenção, areias todas do Deserto!
– 9:45:54
À Mensagem desta noite os Sinais acrescentam o Regresso do Senhor, objectivando-a. Se esta noite Jesus me falou de anúncio, esclarece agora que se trata do anúncio da sua Vinda. Transformados em palavras, aqueles Sinais dizem isto: Vai em Meu Nome! Anuncia-Me! Eis que Eu venho!
Mas a imagem de Jesus é aquela que se me tem destacado nos últimos dias aqui no Deserto e predomina desde há muito tempo: um Companheiro caído, de pálpebras semi-cerradas, arquejando de cansaço e dor, esgotado de todas as forças, inteiramente incapaz, já, de andar. Então eu entendo que devo subir àquela colina ali e gritar à minha volta, com quantas forças os meus pulmões tiverem: Atenção, areias todas do Deserto: o Senhor está entre vós, moribundo. Vai morrer dentro em breve. E quando morrer, passados três dias e meio, regressará! Preparai-vos, areias todas do Deserto, minhas irmãs inocentes: quando Ele regressar, vós sereis transformadas em Filhos de Abraão, luminosos e vivos para sempre!
A nossa Mãe fez-me sinal agora mesmo, através do mostrador do meu relógio, a dizer que está aqui também e, de Coração ansioso, abençoou este meu grito!
À Mensagem desta noite os Sinais acrescentam o Regresso do Senhor, objectivando-a. Se esta noite Jesus me falou de anúncio, esclarece agora que se trata do anúncio da sua Vinda. Transformados em palavras, aqueles Sinais dizem isto: Vai em Meu Nome! Anuncia-Me! Eis que Eu venho!
Mas a imagem de Jesus é aquela que se me tem destacado nos últimos dias aqui no Deserto e predomina desde há muito tempo: um Companheiro caído, de pálpebras semi-cerradas, arquejando de cansaço e dor, esgotado de todas as forças, inteiramente incapaz, já, de andar. Então eu entendo que devo subir àquela colina ali e gritar à minha volta, com quantas forças os meus pulmões tiverem: Atenção, areias todas do Deserto: o Senhor está entre vós, moribundo. Vai morrer dentro em breve. E quando morrer, passados três dias e meio, regressará! Preparai-vos, areias todas do Deserto, minhas irmãs inocentes: quando Ele regressar, vós sereis transformadas em Filhos de Abraão, luminosos e vivos para sempre!
A nossa Mãe fez-me sinal agora mesmo, através do mostrador do meu relógio, a dizer que está aqui também e, de Coração ansioso, abençoou este meu grito!
quarta-feira, 2 de março de 2011
347 — Falar hoje para ser ouvido amanhã
5/10/97 – 4:24
Proclama! Dá testemunho! Vai! É esta a Mensagem dos Sinais, hoje. Mas como posso entender este tão veemente apelo do meu Mestre? Proclamo quando? Dou testemunho de que forma? Vou para onde?
Decididamente, as palavras de Jesus têm uma dimensão que as nossas não têm. Se eu as reduzir aos limites do significado, mesmo do mais amplo, que as nossas palavras possam ter, as palavras que Deus escolhe para falar connosco tornam-se muitas vezes incompreensíveis, ocas. Mas seria absurdo que Deus nos falasse para permanecer incomunicável; pelo contrário, sabemos que toda a palavra de Deus é viva e plenamente eficaz. E vejo agora que a sua eficácia está justamente na sua amplidão.
Jesus é a Palavra eterna do Pai e por isso, quando fala, as Suas palavras vêm todas carregadas de eternidade. Se as ouvirmos com amor, elas estão já levando-nos à dimensão intemporal do próprio Deus – elas estão a moldar-nos à imagem de Deus; se as rejeitarmos e permanecermos obstinados na nossa rejeição, elas manifestam a nossa cegueira, cuja consequência é a maldade e a dor, como claramente estamos vendo nesta Babel que a nossa soberba construiu.
Mas a Palavra de Deus-Connosco, além de intemporal, é universal. Toda ela. Não há palavra de Deus que fique reduzida a uma pessoa, encerrada num lugar. É bem verdade que Deus, quando fala, mesmo que se dirija a uma multidão, visa sempre e só os corações. Cada coração em privado. Ainda que as Suas palavras venham acompanhadas de sinais espectaculares à vista do mundo inteiro, onde Deus quer chegar é sempre e só aos corações, a cada coração, como se todos os outros não existissem. Mas está aqui o prodígio: ao ser recebida por um coração, a Palavra aí se enraíza e aí cresce, porque é viva, vem carregada da própria Vida de Deus. Se não for entretanto sufocada, ela transforma cada pessoa num mensageiro transmitindo o que recebeu. Fica assim inserida no universal Corpo dos que amam o Senhor e nele circula, impulsionada por um único Coração, a que chamamos Espírito de Deus.
Somos tão ridículos quando pretendemos ser os juízes da Palavra de Deus! Por isso ao longo da História sempre perseguimos os Profetas: como é óbvio, eles não se encaixam, de forma nenhuma, nos nossos tacanhos esquemas lógicos. É verdade que Deus fala a nossa linguagem. Mas também é verdade que Deus nos veio salvar da nossa lógica. É verdade que ele veio até nós e Se fez um de nós em tudo. De tal maneira Lhe impusemos a nossa lógica, que nela O asfixiámos e matámos. É, pois, manifesto que Ele não veio à terra para contemplar sobranceiramente a nossa miséria; assumiu-a. E ao assumi-la assim na sua mais crua violência, Ele comunicou-Se até onde o homem nunca supôs que Deus pudesse mostrar-Se. Veio, pois, transmitir-nos, em toda a sua amplitude, a Dimensão de Deus, libertando-nos para ela.
É justo, pois, que aceitemos caminhar pela dimensão de Deus, nem que para isso toda a nossa lógica seja posta em causa, todos os nossos esquemas tenham que desfazer-se. Assim, quando Jesus me diz, aqui neste quarto, a esta hora da noite, “Vai!”, esta palavra, que parece oca, eu tenho que a entender na Dimensão de Deus, que a quer escrita agora para Se servir dela amanhã, daqui a dez, a mil anos, com uma eficácia fulminante.
São 6:56!?
Proclama! Dá testemunho! Vai! É esta a Mensagem dos Sinais, hoje. Mas como posso entender este tão veemente apelo do meu Mestre? Proclamo quando? Dou testemunho de que forma? Vou para onde?
Decididamente, as palavras de Jesus têm uma dimensão que as nossas não têm. Se eu as reduzir aos limites do significado, mesmo do mais amplo, que as nossas palavras possam ter, as palavras que Deus escolhe para falar connosco tornam-se muitas vezes incompreensíveis, ocas. Mas seria absurdo que Deus nos falasse para permanecer incomunicável; pelo contrário, sabemos que toda a palavra de Deus é viva e plenamente eficaz. E vejo agora que a sua eficácia está justamente na sua amplidão.
Jesus é a Palavra eterna do Pai e por isso, quando fala, as Suas palavras vêm todas carregadas de eternidade. Se as ouvirmos com amor, elas estão já levando-nos à dimensão intemporal do próprio Deus – elas estão a moldar-nos à imagem de Deus; se as rejeitarmos e permanecermos obstinados na nossa rejeição, elas manifestam a nossa cegueira, cuja consequência é a maldade e a dor, como claramente estamos vendo nesta Babel que a nossa soberba construiu.
Mas a Palavra de Deus-Connosco, além de intemporal, é universal. Toda ela. Não há palavra de Deus que fique reduzida a uma pessoa, encerrada num lugar. É bem verdade que Deus, quando fala, mesmo que se dirija a uma multidão, visa sempre e só os corações. Cada coração em privado. Ainda que as Suas palavras venham acompanhadas de sinais espectaculares à vista do mundo inteiro, onde Deus quer chegar é sempre e só aos corações, a cada coração, como se todos os outros não existissem. Mas está aqui o prodígio: ao ser recebida por um coração, a Palavra aí se enraíza e aí cresce, porque é viva, vem carregada da própria Vida de Deus. Se não for entretanto sufocada, ela transforma cada pessoa num mensageiro transmitindo o que recebeu. Fica assim inserida no universal Corpo dos que amam o Senhor e nele circula, impulsionada por um único Coração, a que chamamos Espírito de Deus.
Somos tão ridículos quando pretendemos ser os juízes da Palavra de Deus! Por isso ao longo da História sempre perseguimos os Profetas: como é óbvio, eles não se encaixam, de forma nenhuma, nos nossos tacanhos esquemas lógicos. É verdade que Deus fala a nossa linguagem. Mas também é verdade que Deus nos veio salvar da nossa lógica. É verdade que ele veio até nós e Se fez um de nós em tudo. De tal maneira Lhe impusemos a nossa lógica, que nela O asfixiámos e matámos. É, pois, manifesto que Ele não veio à terra para contemplar sobranceiramente a nossa miséria; assumiu-a. E ao assumi-la assim na sua mais crua violência, Ele comunicou-Se até onde o homem nunca supôs que Deus pudesse mostrar-Se. Veio, pois, transmitir-nos, em toda a sua amplitude, a Dimensão de Deus, libertando-nos para ela.
É justo, pois, que aceitemos caminhar pela dimensão de Deus, nem que para isso toda a nossa lógica seja posta em causa, todos os nossos esquemas tenham que desfazer-se. Assim, quando Jesus me diz, aqui neste quarto, a esta hora da noite, “Vai!”, esta palavra, que parece oca, eu tenho que a entender na Dimensão de Deus, que a quer escrita agora para Se servir dela amanhã, daqui a dez, a mil anos, com uma eficácia fulminante.
São 6:56!?
terça-feira, 1 de março de 2011
346 — Que país é este, meu frágil Deus?
– 10:13:17/8
Também no fim da vigília me apareceram os Sinais 1 e 3, juntamente com o Sinal da Paz, o 7.
– Sofro muito, Jesus, meu Amigo, por causa deste exílio em que vivo, tão longe da minha Pátria e da Casa do meu Pai. Nem a Ti Te vejo, meu Companheiro, como queria ver-Te, por causa das tempestades de areia, do brilho de zinco deste Deserto e das tão longas noites sem estrelas. Aqui até o encanto da minha Mãe e minha Rainha me é roubado por longos tempos, e também o meu coração fica todo engelhado, de secura. Há tanto tempo que me queima esta ânsia de chegar, meu pobre Amor! Pobre, sim, porque também Tu aqui vais comigo e não chegaste ainda, Filho de Deus, à Casa do Teu Pai! Sinto-Te a respiração débil, os braços moles, as pernas tremendo de lhe estarem todas as energias esgotadas, o corpo todo feito uma dor única, caído no chão. E não vejo como possas avançar. Eu também estou assim magrinho e frágil, mas ando Contigo aqui só há três anos, enquanto Tu sei que andas aqui há séculos, no meio destas construções de barro, ridículas na sua monstruosidade, esboroando-se e teimosamente se erguendo de novo! Que país este, meu frágil Deus! Que pátria esta em que nascemos, tão longe da nossa, onde Tu me encontraste pensando também, como todos os outros meus semelhantes, que a minha pátria era esta, aperfeiçoada pelas minhas mãos, juntas às de todos quantos aqui nascemos! Vê que não vem mais ninguém connosco, Companheiro: anda tudo pensando ainda que é uma fatalidade viver nestas casas de barro ligadas por estas ruas de asfalto negro ou cinzento, esperando ainda fazer disto uma pátria habitável… Ninguém vê, Mestre, que nesta grotesca tentativa de injectar vida neste barro, se arranca a vida da sua fonte, esterilizando-a e alargando mais e mais o Deserto! Meu pobre Louco do Amor, diz-me onde tens, neste Teu corpo desfalecido, a Tua misteriosa Esperança. Se é preciso continuar a andar, vamos! Eu levo-Te em peso, aos ombros…acho que ainda aguento mais um tempo… Eu sei que o Éden existe e, se lá chegarmos, as pessoas acreditarão no impossível.
Também no fim da vigília me apareceram os Sinais 1 e 3, juntamente com o Sinal da Paz, o 7.
– Sofro muito, Jesus, meu Amigo, por causa deste exílio em que vivo, tão longe da minha Pátria e da Casa do meu Pai. Nem a Ti Te vejo, meu Companheiro, como queria ver-Te, por causa das tempestades de areia, do brilho de zinco deste Deserto e das tão longas noites sem estrelas. Aqui até o encanto da minha Mãe e minha Rainha me é roubado por longos tempos, e também o meu coração fica todo engelhado, de secura. Há tanto tempo que me queima esta ânsia de chegar, meu pobre Amor! Pobre, sim, porque também Tu aqui vais comigo e não chegaste ainda, Filho de Deus, à Casa do Teu Pai! Sinto-Te a respiração débil, os braços moles, as pernas tremendo de lhe estarem todas as energias esgotadas, o corpo todo feito uma dor única, caído no chão. E não vejo como possas avançar. Eu também estou assim magrinho e frágil, mas ando Contigo aqui só há três anos, enquanto Tu sei que andas aqui há séculos, no meio destas construções de barro, ridículas na sua monstruosidade, esboroando-se e teimosamente se erguendo de novo! Que país este, meu frágil Deus! Que pátria esta em que nascemos, tão longe da nossa, onde Tu me encontraste pensando também, como todos os outros meus semelhantes, que a minha pátria era esta, aperfeiçoada pelas minhas mãos, juntas às de todos quantos aqui nascemos! Vê que não vem mais ninguém connosco, Companheiro: anda tudo pensando ainda que é uma fatalidade viver nestas casas de barro ligadas por estas ruas de asfalto negro ou cinzento, esperando ainda fazer disto uma pátria habitável… Ninguém vê, Mestre, que nesta grotesca tentativa de injectar vida neste barro, se arranca a vida da sua fonte, esterilizando-a e alargando mais e mais o Deserto! Meu pobre Louco do Amor, diz-me onde tens, neste Teu corpo desfalecido, a Tua misteriosa Esperança. Se é preciso continuar a andar, vamos! Eu levo-Te em peso, aos ombros…acho que ainda aguento mais um tempo… Eu sei que o Éden existe e, se lá chegarmos, as pessoas acreditarão no impossível.
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