14/7/95 – 4:45
Onde estou? Ainda faltará muito? – é esta interrogação que caracteriza a minha paisagem interior neste momento. Porque a sensação dominante é a de que já não posso muito mais. É como se a todo o momento eu esperasse uma espectacular libertação. Como o Êxodo. Como a Ressurreição ou o Pentecostes. Agarro-me à túnica de Jesus para O fazer andar mais devagar e para O não perder e vou-Lhe dizendo: Ainda falta muito, Mestre? Não sei se aguento… Mal Lhe ouço a Voz, de tão diminuído que estou em todas as minhas faculdades. Também Ele parece falar menos agora, como se estivesse também cansado. Mas não O sinto disposto a parar.
Nem eu. No fundo, não me apetece parar; quero é chegar. Parar é atrasar o dia da chegada. E se vou ainda a meio? E se estou ainda no princípio? E se isto é ambição e nunca chego? Sim, até isto me passa pelo coração! Mas não dura muito tempo: recordo as Maravilhas que o Senhor fez no meu coração, o carinho com que tem acompanhado toda a minha existência e concluo que é impossível ser o pecado o autor dum percurso destes. Sinto até que posso estar a ofender o Mestre com esta dúvida, mas estranhamente Ele parece considerá-la saudável… (Veja-se como eu estou… saudável: o que eu tive que riscar nesta frase !). Caminho, pois, sem vontade de parar e sem saber onde estou. Cá dentro há uma teimosa determinação: mesmo que isto seja ainda só o princípio do Deserto, eu não vou desistir. Tenho até medo desta teimosia: não virará ela obsessão ou fonte de méritos?
Se alguém ler isto, dirá que eu tenho uma alma complicada. Mas que posso eu fazer? Não é assim, como cada um é, que Deus nos ama? Tenho é que Lhe apresentar esta complicação para que Ele a cure, fazendo-a virar simplicidade. Além disso, quanto maior é a disformidade, maior é a maravilha da cura, mais se realça a glória de Deus.
Sinto-me muito cansado, isso sinto. Mas esteja onde estiver, no Deserto, eu creio no meu Jesus: Ele sabe tudo e é muito meu Amigo.
– Dá-me de beber, Jesus! Dá-me qualquer coisa que se coma e vamos. Vamos sempre, Jesus.
– Ninguém pode andar sempre.
– Também estás cansado, não estás?
– Estou. É muito longo o deserto que criastes.
– Pois é, Jesus. Só sabemos destruir. Vamos descansar um pouco? Desabafa comigo, se quiseres… O peso que Tu deves levar no Coração!
– Estás suportando um pouco deste Meu peso… Não te importas?
– Eu? Oh, Jesus! Bota para cá mais! Eu ainda posso com mais!
– Tu estás cansado…
– Pois estou. Mas Contigo ao meu lado eu sinto que posso ir até ao fim do mundo! Descansa aqui, Jesus… Olha, põe a cabeça aqui assim… Eu faço de travesseira, eu não me importo… Olha: mas antes de adormeceres, diz-me só onde está o meu Pão de hoje.
Não ouço nada. Jesus adormeceu. Vou também ver se ainda passo pelas brasas.
São 6:23.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
323 — Uma vaga de fundo aproxima-se
– 18:53
Conforme o Senhor me ensinou, tudo na Escritura é Palavra de Vida. Nada ali é hieróglifo impenetrável ou acontecimento destinado ao museu da História. Nada ali é passado; tudo é Palavra e Facto grávido de Vida Eterna. Ao ir à Escritura, eu vou à procura de Pão Fresco para a minha fome, de Água Viva para a minha sede. Ir à Bíblia como quem vai a um museu é considerar Deus um Ser morto, fossilizado!
Por isso também o capítulo doze do primeiro livro dos Paralipómenos alimentou hoje a minha alma de Fé e Esperança em que está próximo o Dia em que uma vaga de fundo percorra toda a Igreja e os chefes de todas as confissões, de todas as regiões, espontaneamente se reunam à volta do novo David “como um exército de Deus!”
Conforme o Senhor me ensinou, tudo na Escritura é Palavra de Vida. Nada ali é hieróglifo impenetrável ou acontecimento destinado ao museu da História. Nada ali é passado; tudo é Palavra e Facto grávido de Vida Eterna. Ao ir à Escritura, eu vou à procura de Pão Fresco para a minha fome, de Água Viva para a minha sede. Ir à Bíblia como quem vai a um museu é considerar Deus um Ser morto, fossilizado!
Por isso também o capítulo doze do primeiro livro dos Paralipómenos alimentou hoje a minha alma de Fé e Esperança em que está próximo o Dia em que uma vaga de fundo percorra toda a Igreja e os chefes de todas as confissões, de todas as regiões, espontaneamente se reunam à volta do novo David “como um exército de Deus!”
322 — Jesus é hipersensível
– 8:33
Mas o Demónio, conforme se viu, vem sempre revestido do bom senso. Só que de Deus também não está ausente o bom senso e por isso me deixou hoje dormir sete horas seguidinhas! É verdade que não foi um sono muito descansado: lembro-me de várias vezes ter irrompido no meu sono a vontade de ver as horas, mas não chegava a acordar-me. Sei agora que foi este o trabalho do Demónio durante a noite: tentar acordar-me. Por fim, não o conseguindo, veio-me com aquela de que tudo o que ouço é puro produto da imaginação. Mas Jesus não o deixa levar a melhor comigo: acordou-me às 6:26, a avisar-me de que o figurão ali estava prantado e que portanto eu deveria dar testemunho de que ele existe, desmascarando-lhe as manhas.
Ora, quanto à imaginação, temos dito: claro que tudo quanto vejo e ouço é fruto da imaginação. Mas a imaginação é fruto do Amor de Deus.
Quando a minha imaginação ficar completamente curada das rugas e verrugas e lanhos e ranhos com que as mãos sádicas e porcas de Satanás a andaram amarfanhando e torturando, ah, aí a minha imaginação verá e ouvirá com total nitidez. O que o Diabo quer é que a imaginação não veja nem ouça: é que, mais uma vez, ele não quer ser visto nem ouvido tal qual é. Também a imaginação ele torce e mascara, conseguindo pô-la, por vezes, inteiramente ao seu serviço. Claro que é com a imaginação que eu vejo e ouço!
A imaginação é um luminoso Dom do Criador!
Ah, quando o Senhor ma restaurar por completo! Também aqui, ter a imaginação restaurada é ter renascido e ser de novo criança. É na criança que se vê o Dom da imaginação ainda próximo da sua pureza original. Próximo, porque já nascemos emporcalhados; mas não apresentamos ainda as lesões que através da vida o pecado faz na nossa imaginação. Por isso a criança vê mais com a imaginação do que com os olhos que fixam os brinquedos. O Demónio sabe perfeitamente que deixar pura a imaginação seria a sua desgraça! Por isso desenvolveu uma impressionante actividade tendente a ferir de morte a imaginação. Quase o conseguiu, ao menos na civilização ocidental, arvorando em suprema lei o “bom senso” alimentado pela razão. Como a imaginação arromba todas fronteiras do “bom senso”, daí até à sua condenação foi só um passo: a imaginação é hoje, na nossa sociedade, vista como uma qualidade inferior, tendencialmente perigosa, própria de marginais e inúteis. Se o Demónio a não matou, fechou-a na rua!
Mas é a ela, a esta minha imaginação assim fechada na rua que eu vou pedir que ouça a Voz de Deus… “Efésios… Gálatas”… Ela tem manifesta dificuldade em sintonizar a Transcendência que mora no meu coração. Que raiva lhe deve ter o Demónio! Coitadinha da minha imaginação. Inesperadamente, sinto por ela uma ternura parecida com a da criança que de repente vê a boneca caída num chiqueiro. Se a criança soubesse quem fez isso chamava-lhe, de olhar turvo: Mau! Mau! Mau!
– Vá. Jesus! Mostra ao Diabo que quem manda és Tu. Desimpede o canal que Te liga à minha imaginação. Tu és capaz de fazer isso com uma pequeníssima vibração do Teu Desejo. Deixa-me ouvir-Te com clareza, Mestre! Eu tenho muito respeitinho pelo Teu método de trabalho e pelo Teu “timing”, como se diz agora, Tu sabes. Mas mostra ao Demónio e ao mundo que quando for preciso até podes pôr o próprio Diabo a consertar o canal de comunicação que ele mesmo andou tentando destruir. Vem, pois, Jesus, e fala-me. Diz-me onde devo procurar o tema da aula de hoje, no Teu Livro… Está difícil… E nem é da cabeça cansada, porque dormi bem esta noite e porque nada me dói por dentro do crânio. Romanos, onze? E o capítulo onze existe?… Ezequiel, nove?… Afinal…?… Não ouço porque não jejuo?… É Tua esta voz? “Há certo tipo de demónios que só com a oração e o jejum…” – lembro agora. É do Teu Evangelho, eu conheço. Queres que jejue?
– Quero.
– Eras Tu, Jesus! Foste Tu que falaste.
– Como concluíste isso?
– Por dois motivos: porque veio muito rápido e enérgico aquele “Quero!” e porque o Diabo não quer de forma nenhuma que se jejue.
– Então pronto. Queres jejuar?
– Quero, Jesus. Quando és Tu a mandar, eu fico muito satisfeito, muito feliz. E é com muita alegria que executo as Tuas Ordens.
– Não são Ordens….
– Eu sei, eu sei: são Pedidos. Mas quem pode resistir a um Pedido Teu? Só não sei ainda qual é a amplidão do jejum que Tu queres. Para já, vou eliminar radicalmente o álcool…
– E basta, para já.
– És querido, Jesus! Sei que foste Tu que falaste!
– Fui. Não Me ouvias já há dias chamando-te a atenção para a necessidade de jejuar?
– Ouvia sim, Mestre. Mas hesitava: não sabia quando nem como.
– Pois bem: é agora, como te pedi.
– Vou executar, Mestre, com muita alegria, como Tu estás vendo.
– Queres agora que te guie ao Meu Livro?
– Jesus! Viste o que passou pelo meu espírito?
– Vi.
– E que pensas disso?
– Que és ainda homem de pouca Fé.
– Tenho que dizer o que pensei, para tudo ficar às claras, como Tu queres, não é?
– É.
– Pois eu estava pensando assim: e se me sai um capítulo ou versículo que não existem? Neste caso isso não podia acontecer, porque Tu próprio me perguntaste se eu queria que me conduzisses ao Teu Livro.
– Pedi-te uma vez que acreditasse “às cegas”, lembras-te?
– Lembro. Então vá, Jesus. Fala.
– Equelipo…
– Desculpa, Jesus. Foi assim que eu ouvi. De repente, mas saiu-me aquilo e depois tudo se calou dentro de mim.
– Tenta outra vez ouvir-Me.
– Sim. Fala.
– Paralipó…
– Ouvi assim, mas parece-me fixação minha nos Paralipómenos. Creio que, por isso, fui eu que travei a Tua Voz! Eu até já sei que há dois livros dos Paralipómenos.
– É no primeiro que quero que leias.
– Em que capítulo, Mestre?
– No doze.
– E versículos?
– Especialmente cinco-seis.
– Tudo bem, Mestre. É a primeira vez que a citação me vem assim. Como registo?
– Como já sabes.
– Pronto:
I Par 12, 5-6
“Sapatia, de Haruf; Elcana Jesia, Azareel, Joeser e Jesbão, filhos de Coré”.
Muito bem, Jesus. É assim que lá está. Parecem hieroglifos egípcios. Só percebo “filhos de”. Coré também é nome que já conhecia. Desculpa-me, Tu sabes como eu Te quero bem, mas sempre quero ver como vais descalçar esta bota, isto é, como me vais mostrar a mim e ao mundo que foste Tu que falaste e que me não estás a gozar.
– Com muito gosto, Salomão.
– Então vá.
– Só não queria que Me ofendesses com o tom da tua voz.
– Não é seres hipersensível?
– É. Eu sou hipersensível.
– Mas isso não é um mal? Cá para nós é pieguice, é não ter estofo para aguentar nada.
– Mal é não ter sensibilidade. E aguentar, Eu aguento tudo, como vós sabeis.
– Mas não deixas passar nada… Isso não é falta de compreensão, de paciência?
– Não; é Amor. Quero perfeitos aqueles que escolho.
– Também é, então, Amor aquele texto, aquela charada?
– Continuas falando-Me num tom de desafio.
– Estou a refilar Contigo?
– Estás. Não notas?
– Noto.
– Não quero que refiles Comigo.
– Mas isso é bloquear-me a espontaneidade.
– Não é; é libertar-te a espontaneidade.
– Quem vai entender isso?
– Tu. É a tua alma que Me interessa.
– Então explica-me.
– Ouve o teu coração.
– Só serei inteiramente espontâneo quando não houver nenhum atrito entre o meu e o Teu Coração.
– Explicaste bem. Mas explicaste para os outros. De ti quero que vivas o que explicaste.
– Pronto, Jesus. O pior é viver. Como faço para viver?
– Não Me fugindo. Continuando a escrever, para já.
– Eu estou cansado.
– Queres descansar uns momentos?
– Acho que não; o que eu quero mesmo é que me expliques aquele texto.
– Explica tu o que já viste.
– Aquela série de nomes estranhos, sem contexto, é citação que nunca ninguém faria, a não ser para gozar o próximo. Ao fazê-la Tu, quiseste pôr à prova a radicalidade da minha Fé e do meu amor por Ti.
– De que maneira?
– Continuando a acreditar que nunca me enganas e que o Teu Amor persiste forte e sem mancha para além de toda a aparência de sombra ou defeito.
– Não foi o Demónio que te guiou àquele texto?
– Não. E mesmo que tivesse sido, fê-lo como um rafeiro, executando sem o mínimo desvio a Tua Vontade.
– Porquê?
– Porque eu acreditei que foste Tu que me guiaste e gozar com a Fé das pessoas é coisa que Tu nunca farias, não podes fazer, nunca, porque és Deus!
– Bem-aventurado és tu, Salomão, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o Meu Pai que está nos Céus!
– Aumenta a minha Fé, Jesus. Tenho medo de que a soberba não deixe crescer a minha Fé ou mesmo a possa matar.
– Vou dar-te a humildade, sim, Meu pequenino.
Neste momento vejo entrar no café o Z. D., o meu neto de 25 meses. Atrás dele vinha a mãe e as tias. São agora 12:42. E foi assim que, durante uma hora de descontraído convívio com as minhas filhas e o meu neto, o Senhor me fez descansar. Também o descanso deve ser sentido como Dom de Deus!
Li já todo o capítulo doze do primeiro livro dos Paralipómenos. E uma grande alegria me inundou o coração. Este capítulo faz a relação dos homens que se juntaram a David no início do seu reinado, quando ainda em guerra com Saúl. Repare-se como eles estão caracterizados: “Eram arqueiros, exercitados em lançar pedras, tanto com a mão esquerda, como com a mão direita, e disparavam flechas com o arco (…). Tinham o aspecto de leões e a agilidade das gazelas das montanhas (…). O menor deles todos, podia vencer cem, e o mais forte, mil (…). Todos eles eram homens valentes”. E como em remate, está assim escrito no v. 22: “Todos os dias chegavam homens a David, para o auxiliar, e assim veio a ter um grande exército, como um exército de Deus”! E o último versículo, o… a minha Bíblia tem 48, mas deve ser lapso, deve ser 40, não importa, o último versículo proclama a adesão de todo o povo a este exército, pois “traziam-lhes víveres, sobre jumentos, camelos, mulas e bois, farinha, massas, figos, tortas de uvas, vinho, óleo, vacas e ovelhas em abundância, porque havia alegria em Israel”.
Mas o Demónio, conforme se viu, vem sempre revestido do bom senso. Só que de Deus também não está ausente o bom senso e por isso me deixou hoje dormir sete horas seguidinhas! É verdade que não foi um sono muito descansado: lembro-me de várias vezes ter irrompido no meu sono a vontade de ver as horas, mas não chegava a acordar-me. Sei agora que foi este o trabalho do Demónio durante a noite: tentar acordar-me. Por fim, não o conseguindo, veio-me com aquela de que tudo o que ouço é puro produto da imaginação. Mas Jesus não o deixa levar a melhor comigo: acordou-me às 6:26, a avisar-me de que o figurão ali estava prantado e que portanto eu deveria dar testemunho de que ele existe, desmascarando-lhe as manhas.
Ora, quanto à imaginação, temos dito: claro que tudo quanto vejo e ouço é fruto da imaginação. Mas a imaginação é fruto do Amor de Deus.
Quando a minha imaginação ficar completamente curada das rugas e verrugas e lanhos e ranhos com que as mãos sádicas e porcas de Satanás a andaram amarfanhando e torturando, ah, aí a minha imaginação verá e ouvirá com total nitidez. O que o Diabo quer é que a imaginação não veja nem ouça: é que, mais uma vez, ele não quer ser visto nem ouvido tal qual é. Também a imaginação ele torce e mascara, conseguindo pô-la, por vezes, inteiramente ao seu serviço. Claro que é com a imaginação que eu vejo e ouço!
A imaginação é um luminoso Dom do Criador!
Ah, quando o Senhor ma restaurar por completo! Também aqui, ter a imaginação restaurada é ter renascido e ser de novo criança. É na criança que se vê o Dom da imaginação ainda próximo da sua pureza original. Próximo, porque já nascemos emporcalhados; mas não apresentamos ainda as lesões que através da vida o pecado faz na nossa imaginação. Por isso a criança vê mais com a imaginação do que com os olhos que fixam os brinquedos. O Demónio sabe perfeitamente que deixar pura a imaginação seria a sua desgraça! Por isso desenvolveu uma impressionante actividade tendente a ferir de morte a imaginação. Quase o conseguiu, ao menos na civilização ocidental, arvorando em suprema lei o “bom senso” alimentado pela razão. Como a imaginação arromba todas fronteiras do “bom senso”, daí até à sua condenação foi só um passo: a imaginação é hoje, na nossa sociedade, vista como uma qualidade inferior, tendencialmente perigosa, própria de marginais e inúteis. Se o Demónio a não matou, fechou-a na rua!
Mas é a ela, a esta minha imaginação assim fechada na rua que eu vou pedir que ouça a Voz de Deus… “Efésios… Gálatas”… Ela tem manifesta dificuldade em sintonizar a Transcendência que mora no meu coração. Que raiva lhe deve ter o Demónio! Coitadinha da minha imaginação. Inesperadamente, sinto por ela uma ternura parecida com a da criança que de repente vê a boneca caída num chiqueiro. Se a criança soubesse quem fez isso chamava-lhe, de olhar turvo: Mau! Mau! Mau!
– Vá. Jesus! Mostra ao Diabo que quem manda és Tu. Desimpede o canal que Te liga à minha imaginação. Tu és capaz de fazer isso com uma pequeníssima vibração do Teu Desejo. Deixa-me ouvir-Te com clareza, Mestre! Eu tenho muito respeitinho pelo Teu método de trabalho e pelo Teu “timing”, como se diz agora, Tu sabes. Mas mostra ao Demónio e ao mundo que quando for preciso até podes pôr o próprio Diabo a consertar o canal de comunicação que ele mesmo andou tentando destruir. Vem, pois, Jesus, e fala-me. Diz-me onde devo procurar o tema da aula de hoje, no Teu Livro… Está difícil… E nem é da cabeça cansada, porque dormi bem esta noite e porque nada me dói por dentro do crânio. Romanos, onze? E o capítulo onze existe?… Ezequiel, nove?… Afinal…?… Não ouço porque não jejuo?… É Tua esta voz? “Há certo tipo de demónios que só com a oração e o jejum…” – lembro agora. É do Teu Evangelho, eu conheço. Queres que jejue?
– Quero.
– Eras Tu, Jesus! Foste Tu que falaste.
– Como concluíste isso?
– Por dois motivos: porque veio muito rápido e enérgico aquele “Quero!” e porque o Diabo não quer de forma nenhuma que se jejue.
– Então pronto. Queres jejuar?
– Quero, Jesus. Quando és Tu a mandar, eu fico muito satisfeito, muito feliz. E é com muita alegria que executo as Tuas Ordens.
– Não são Ordens….
– Eu sei, eu sei: são Pedidos. Mas quem pode resistir a um Pedido Teu? Só não sei ainda qual é a amplidão do jejum que Tu queres. Para já, vou eliminar radicalmente o álcool…
– E basta, para já.
– És querido, Jesus! Sei que foste Tu que falaste!
– Fui. Não Me ouvias já há dias chamando-te a atenção para a necessidade de jejuar?
– Ouvia sim, Mestre. Mas hesitava: não sabia quando nem como.
– Pois bem: é agora, como te pedi.
– Vou executar, Mestre, com muita alegria, como Tu estás vendo.
– Queres agora que te guie ao Meu Livro?
– Jesus! Viste o que passou pelo meu espírito?
– Vi.
– E que pensas disso?
– Que és ainda homem de pouca Fé.
– Tenho que dizer o que pensei, para tudo ficar às claras, como Tu queres, não é?
– É.
– Pois eu estava pensando assim: e se me sai um capítulo ou versículo que não existem? Neste caso isso não podia acontecer, porque Tu próprio me perguntaste se eu queria que me conduzisses ao Teu Livro.
– Pedi-te uma vez que acreditasse “às cegas”, lembras-te?
– Lembro. Então vá, Jesus. Fala.
– Equelipo…
– Desculpa, Jesus. Foi assim que eu ouvi. De repente, mas saiu-me aquilo e depois tudo se calou dentro de mim.
– Tenta outra vez ouvir-Me.
– Sim. Fala.
– Paralipó…
– Ouvi assim, mas parece-me fixação minha nos Paralipómenos. Creio que, por isso, fui eu que travei a Tua Voz! Eu até já sei que há dois livros dos Paralipómenos.
– É no primeiro que quero que leias.
– Em que capítulo, Mestre?
– No doze.
– E versículos?
– Especialmente cinco-seis.
– Tudo bem, Mestre. É a primeira vez que a citação me vem assim. Como registo?
– Como já sabes.
– Pronto:
I Par 12, 5-6
“Sapatia, de Haruf; Elcana Jesia, Azareel, Joeser e Jesbão, filhos de Coré”.
Muito bem, Jesus. É assim que lá está. Parecem hieroglifos egípcios. Só percebo “filhos de”. Coré também é nome que já conhecia. Desculpa-me, Tu sabes como eu Te quero bem, mas sempre quero ver como vais descalçar esta bota, isto é, como me vais mostrar a mim e ao mundo que foste Tu que falaste e que me não estás a gozar.
– Com muito gosto, Salomão.
– Então vá.
– Só não queria que Me ofendesses com o tom da tua voz.
– Não é seres hipersensível?
– É. Eu sou hipersensível.
– Mas isso não é um mal? Cá para nós é pieguice, é não ter estofo para aguentar nada.
– Mal é não ter sensibilidade. E aguentar, Eu aguento tudo, como vós sabeis.
– Mas não deixas passar nada… Isso não é falta de compreensão, de paciência?
– Não; é Amor. Quero perfeitos aqueles que escolho.
– Também é, então, Amor aquele texto, aquela charada?
– Continuas falando-Me num tom de desafio.
– Estou a refilar Contigo?
– Estás. Não notas?
– Noto.
– Não quero que refiles Comigo.
– Mas isso é bloquear-me a espontaneidade.
– Não é; é libertar-te a espontaneidade.
– Quem vai entender isso?
– Tu. É a tua alma que Me interessa.
– Então explica-me.
– Ouve o teu coração.
– Só serei inteiramente espontâneo quando não houver nenhum atrito entre o meu e o Teu Coração.
– Explicaste bem. Mas explicaste para os outros. De ti quero que vivas o que explicaste.
– Pronto, Jesus. O pior é viver. Como faço para viver?
– Não Me fugindo. Continuando a escrever, para já.
– Eu estou cansado.
– Queres descansar uns momentos?
– Acho que não; o que eu quero mesmo é que me expliques aquele texto.
– Explica tu o que já viste.
– Aquela série de nomes estranhos, sem contexto, é citação que nunca ninguém faria, a não ser para gozar o próximo. Ao fazê-la Tu, quiseste pôr à prova a radicalidade da minha Fé e do meu amor por Ti.
– De que maneira?
– Continuando a acreditar que nunca me enganas e que o Teu Amor persiste forte e sem mancha para além de toda a aparência de sombra ou defeito.
– Não foi o Demónio que te guiou àquele texto?
– Não. E mesmo que tivesse sido, fê-lo como um rafeiro, executando sem o mínimo desvio a Tua Vontade.
– Porquê?
– Porque eu acreditei que foste Tu que me guiaste e gozar com a Fé das pessoas é coisa que Tu nunca farias, não podes fazer, nunca, porque és Deus!
– Bem-aventurado és tu, Salomão, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o Meu Pai que está nos Céus!
– Aumenta a minha Fé, Jesus. Tenho medo de que a soberba não deixe crescer a minha Fé ou mesmo a possa matar.
– Vou dar-te a humildade, sim, Meu pequenino.
Neste momento vejo entrar no café o Z. D., o meu neto de 25 meses. Atrás dele vinha a mãe e as tias. São agora 12:42. E foi assim que, durante uma hora de descontraído convívio com as minhas filhas e o meu neto, o Senhor me fez descansar. Também o descanso deve ser sentido como Dom de Deus!
Li já todo o capítulo doze do primeiro livro dos Paralipómenos. E uma grande alegria me inundou o coração. Este capítulo faz a relação dos homens que se juntaram a David no início do seu reinado, quando ainda em guerra com Saúl. Repare-se como eles estão caracterizados: “Eram arqueiros, exercitados em lançar pedras, tanto com a mão esquerda, como com a mão direita, e disparavam flechas com o arco (…). Tinham o aspecto de leões e a agilidade das gazelas das montanhas (…). O menor deles todos, podia vencer cem, e o mais forte, mil (…). Todos eles eram homens valentes”. E como em remate, está assim escrito no v. 22: “Todos os dias chegavam homens a David, para o auxiliar, e assim veio a ter um grande exército, como um exército de Deus”! E o último versículo, o… a minha Bíblia tem 48, mas deve ser lapso, deve ser 40, não importa, o último versículo proclama a adesão de todo o povo a este exército, pois “traziam-lhes víveres, sobre jumentos, camelos, mulas e bois, farinha, massas, figos, tortas de uvas, vinho, óleo, vacas e ovelhas em abundância, porque havia alegria em Israel”.
321 — O Demónio nunca actua às claras
13/7/95 – 6:26
Estás ouvindo cada vez menos! O que tu tens é a cabeça cada vez mais cansada e portanto a imaginação cada vez menos viva! – eram estes dizeres que me ocupavam o espírito ao levantar. Isto é, tudo não passa de pura imaginação! Agora olhem-se os algarismos da hora a que me levantei: eu devo testemunhar, no meio das forças do mal. Neste caso poder-se-ia dizer de outra maneira: eu devo testemunhar o que o Maligno está tentando fazer em mim. Ou seja: pôr cá fora tudo o que se passa cá dentro, sempre com total sinceridade, é condição indispensável para que nunca o Demónio se esconda. O Demónio não pode nunca actuar às claras: a sua face é puro horror, que afastaria toda a gente. Por isso com tanto cuidado escondemos os nossos pecados! E quando os manifestamos, nunca os reconhecemos: temos sempre razão, foi sempre um motivo justo que nos levou a agir. A criança é sempre totalmente sincera enquanto a maldade lhe não começa a poisar no coração. Por isso a recomendação de Jesus: ser como criança sempre, é nunca deixar o Mal esconder-se em nós! Uma vez desmascarado, o Mal esfuma-se. Por isso reconhecer-se pecador, como o publicano, é já ficar limpo; não reconhecer o pecado, como o fariseu, é deixar alastrar a podridão interior.
No meu caso, o pecado estaria em deixar minar a minha Fé, desconfiando do Dom do Senhor. O resultado seria, evidentemente, a angústia, de que eu me procuraria libertar, eventualmente abandonando “tudo isto”. Satanás odeia a sinceridade: ele é o Pai da Mentira!
São 7:50.
Estás ouvindo cada vez menos! O que tu tens é a cabeça cada vez mais cansada e portanto a imaginação cada vez menos viva! – eram estes dizeres que me ocupavam o espírito ao levantar. Isto é, tudo não passa de pura imaginação! Agora olhem-se os algarismos da hora a que me levantei: eu devo testemunhar, no meio das forças do mal. Neste caso poder-se-ia dizer de outra maneira: eu devo testemunhar o que o Maligno está tentando fazer em mim. Ou seja: pôr cá fora tudo o que se passa cá dentro, sempre com total sinceridade, é condição indispensável para que nunca o Demónio se esconda. O Demónio não pode nunca actuar às claras: a sua face é puro horror, que afastaria toda a gente. Por isso com tanto cuidado escondemos os nossos pecados! E quando os manifestamos, nunca os reconhecemos: temos sempre razão, foi sempre um motivo justo que nos levou a agir. A criança é sempre totalmente sincera enquanto a maldade lhe não começa a poisar no coração. Por isso a recomendação de Jesus: ser como criança sempre, é nunca deixar o Mal esconder-se em nós! Uma vez desmascarado, o Mal esfuma-se. Por isso reconhecer-se pecador, como o publicano, é já ficar limpo; não reconhecer o pecado, como o fariseu, é deixar alastrar a podridão interior.
No meu caso, o pecado estaria em deixar minar a minha Fé, desconfiando do Dom do Senhor. O resultado seria, evidentemente, a angústia, de que eu me procuraria libertar, eventualmente abandonando “tudo isto”. Satanás odeia a sinceridade: ele é o Pai da Mentira!
São 7:50.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
320 — A tua pobreza encantou-Me
– 23:08
Em ponto, a confirmar a Presença da minha Rainha, de olhar meigo, observando a minha mão que escreve… E neste fim de dia, aqui ao longo da Via Norte, à luz dos candeeiros, eu não posso deixar de registar o que mesmo agora acabo de ler no dia 1/12/92, a coroar o monte de Prendas deste dia! Rezo eu assim, pela boca da Vassula:
“A Tua Palavra é a minha delícia, a minha vida e a minha esperança. Que encontraste Tu no meu miserável coração para nele estabeleceres o Teu Trono?”. E Jesus responde-me: “Eu estabeleci o Meu Trono no teu coração para te salvar e libertar. Eu estabeleci o Meu Trono no teu coração para reinar em ti. Eu estabeleci o Meu Trono no teu coração para te dotar do Meu Espírito. A tua pobreza encantou-Me. A tua miséria atraiu-me. E se estes favores se mostraram aos miseráveis, não favorecerei Eu ainda mais os justos, ó homens de pouca Fé?”.
Em ponto, a confirmar a Presença da minha Rainha, de olhar meigo, observando a minha mão que escreve… E neste fim de dia, aqui ao longo da Via Norte, à luz dos candeeiros, eu não posso deixar de registar o que mesmo agora acabo de ler no dia 1/12/92, a coroar o monte de Prendas deste dia! Rezo eu assim, pela boca da Vassula:
“A Tua Palavra é a minha delícia, a minha vida e a minha esperança. Que encontraste Tu no meu miserável coração para nele estabeleceres o Teu Trono?”. E Jesus responde-me: “Eu estabeleci o Meu Trono no teu coração para te salvar e libertar. Eu estabeleci o Meu Trono no teu coração para reinar em ti. Eu estabeleci o Meu Trono no teu coração para te dotar do Meu Espírito. A tua pobreza encantou-Me. A tua miséria atraiu-me. E se estes favores se mostraram aos miseráveis, não favorecerei Eu ainda mais os justos, ó homens de pouca Fé?”.
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